Ela foi uma das poucas artistas que conseguiu incorporar a história moderna do Irã ao cenário artístico global por meio de uma narrativa inteiramente pessoal.
Com sua obra autobiográfica "Persépolis", Satrapi conquistou a atenção internacional e alcançou aclamação mundial. A graphic novel narra a repressão política durante a era do xá Reza Pahlavi - que foi xá do Irã de 1941 a 1979 -, bem como os sombrios e dolorosos primeiros anos da República Islâmica, após a Revolução Iraniana de 1979.
Segundo amigos de Satrapi citados pela imprensa francesa, a morte da autora ocorreu aproximadamente um ano após a morte de seu marido, Matteo Ripa; alguns descreveram sua morte como "por tristeza".
Em uma mensagem divulgada na quinta-feira (4), o presidente francês Emmanuel Macron descreveu Satrapi como "uma grande artista" que transformou sua infância em "uma lenda universal".
Ele acrescentou que, por meio de "sua perspectiva infantil, seu humor, sua bondade e seus demônios interiores", ela criou "uma obra universal deslumbrante na qual os leitores se viam refletidos".












