Foi com o traço vivo a preto e branco, tão expressivo como era inquieta a pequena contestatária protagonista, que nos aproximámos da complexa realidade iraniana, para além das mitificações do regime religioso do país e das narrativas simplificadoras do Ocidente. Em Persépolis, a obra que a celebrizou e que adaptou também ao cinema, usou a sua memória e experiência de vida como forma de resistência.Autora de banda desenhada iraniana, radicada em França, bebeu novamente da memória familiar como inspiração para novelas gráficas como Frango Com Ameixas. Marjane Satrapi morreu esta sexta-feira, aos 56 anos. A notícia da morte foi dada através de um comunicado emitido pela família. “Morreu de tristeza pouco mais de um ano após o falecimento de Mattias Ripa, seu marido e o amor da sua vida”, cita o diário francês Le Monde.
Em destaque
Edição impressa
04 de Junho de 2026
Ver mais











