PUBLICIDADE Ela estava presa desde 21 de abril, após se entregar à polícia; juíza determinou a expedição do alvará de soltura de Monique logo depois da leitura da sentença, na madrugada desta quinta-feira Monique Medeiros deixa cadeia, no Complexo de Gericinó, dentro de um carro — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 14:56 Libertação de Monique Medeiros gera polêmica e promessa de recurso Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, foi libertada do Complexo de Gericinó após receber perdão judicial. Acusada de homicídio culposo, Monique foi considerada negligente, mas não absolvida. Jairinho, ex-vereador e padrasto de Henry, foi condenado a 43 anos por homicídio qualificado e tortura. A decisão gerou críticas do pai de Henry e do Ministério Público, que prometem recorrer. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mãe do menino Henry Borel, a professora Monique Medeiros deixou, às 14h50 desta quinta-feira, o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Ela estava presa desde 21 de abril, após se entregar à polícia. Monique havia sido solta por determinação da juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, após o adiamento de um julgamento marcado para março passado. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, restabeleceu a prisão preventiva da professora. Monique deixou o Complexo de Gericinó no banco traseiro de um carro, usando blusa branca, e não falou com a imprensa. Um irmão foi buscá-la. Caso Henry: Jairinho é condenado, Monique recebe perdão judicial Elizabeth Louro determinou a expedição do alvará de soltura de Monique logo após a leitura da sentença do julgamento pela morte de Henry, concluído na madrugada desta quinta-feira. A decisão foi anunciada após o Conselho de Sentença afastar a acusação de homicídio doloso — quando há intenção de matar — contra a mãe de Henry. Os jurados entenderam que Monique agiu com negligência, desclassificando o crime para homicídio culposo — sem intenção. Em seguida, a magistrada concedeu perdão judicial em relação a essa condenação. Embora tenha sido beneficiada pela medida, Monique não foi absolvida integralmente. Os jurados reconheceram que ela foi omissa diante das agressões e da tortura praticadas contra Henry. Pela condenação, a magistrada fixou pena de um ano e quatro meses de detenção. Ao analisar a execução da pena, a juíza considerou o período em que Monique permaneceu presa preventivamente ao longo da tramitação do processo. Com isso, determinou a expedição do alvará de soltura logo após a leitura da sentença. A decisão provocou reações imediatas entre os envolvidos no caso. O pai de Henry, Leniel Borel, criticou duramente o resultado e afirmou que pretende recorrer da decisão em relação à ex-mulher. O assistente de acusação Cristiano Medina também informou que buscará a anulação do julgamento no que se refere à situação de Monique. Jairinho condenado Já o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, namorado de Monique à época, foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. A pena total foi fixada em 43 anos, nove meses e 20 dias de reclusão, e ele permanecerá preso. Segundo a defesa, a expectativa é que ele continue custodiado no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde já estava detido durante a tramitação do processo.