Mariana Salomão Carrara já havia provado sua inventividade para tramas com "Não Fossem as Sílabas do Sábado" e seu talento para a experimentação com a linguagem em "A Árvore Mais Sozinha do Mundo" –ambos reconhecidos com o Prêmio São Paulo de Literatura, em 2023 e 2025, respectivamente.
Agora, em "Cláudia Vera Feliz Natal", debruça-se sobre o mundo do direito. Este é não só terreno fértil para a ficção, como numerosos filmes, seriados e livros comprovam, mas também o universo cotidiano de Carrara, que é defensora pública em São Paulo.
Não se espere aqui algo com clima de pesadelo kafkiano –embora uma das epígrafes do romance venha de "O Processo".
O ponto de partida do enredo de "Cláudia Vera Feliz Natal" é, sim, um embate burocrático, porém o desenrolar é bem brasileiro, especificamente interiorano.
Um jovem juiz é acusado de demorar demais para decidir em um determinado processo e precisa apresentar sua defesa ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O romance seria a peça de defesa que apresenta ao desembargador responsável pelo seu caso.












