Se existe algo capaz de unir torcedores de diferentes nacionalidades além do futebol, é a comida. E, para nós, brasileiros, poucas combinações representam melhor essa celebração do que uma partida importante acompanhada de um bom churrasco.
Pensando nisso, decidi criar uma série de receitas inspiradas em países que ajudaram a construir a história da Copa do Mundo. A proposta é viajar pelos sabores sem sair de casa, explorando sanduíches que representam a cultura de diferentes nações.
Faremos uma viagem que começa no Uruguai, passa pela Argentina, desembarca na Alemanha e termina na Itália. Vamos conhecer o chivito uruguaio, o lomito argentino, o bratwurst alemão servido no pão e o clássico panino con porchetta italiano —todos adaptados para a churrasqueira, afinal, aqui o churrasco também é protagonista.
Para abrir a série, começamos pelo nosso vizinho Uruguai. Bicampeão mundial e dono de uma das culturas parrilleras mais respeitadas do planeta, o país nos presenteou com um dos sanduíches mais famosos da América do Sul: o chivito.
Apesar de a tradução literal de chivito remeter à carne de cabrito, o sanduíche tradicional uruguaio é preparado com carne bovina. A história mais difundida conta que ele nasceu em Punta del Este, quando uma cliente pediu carne de cabrito em um restaurante. Como o ingrediente não estava disponível, o cozinheiro improvisou utilizando um filé bovino e criou uma receita que acabaria se transformando em um dos maiores símbolos da gastronomia uruguaia.














