"Havia uma previsão de que o Fórum estaria esvaziado." A frase do ministro Gilmar Mendes arrancou gargalhadas e uma longa salva de palmas do público que se espremia no auditório da Faculdade de Direito de Lisboa. Estavam lá para ouvir o discurso de encerramento do Fórum de Lisboa, que o ministro do STF organiza anualmente em Portugal.
A parte não contada da história é que o auditório foi trocado horas antes do evento, nesta quarta-feira (3). Deveria ocorrer em um espaço muito maior, na reitoria da Universidade, em que a entusiasmada audiência certamente não poderia ser descrita como multidão.
Culpa da greve geral que paralisou boa parte dos serviços públicos na capital portuguesa, disse Carlos Blanco de Morais, professor da instituição lisboeta, o organizador lusitano do evento. Além dos anfitriões, o Fórum de Lisboa é de responsabilidade do IDP, instituição de ensino da qual Gilmar é sócio-fundador, e da também brasileira FGV.
Sem a voltagem política dos últimos anos, o Fórum ganhou palestrantes e inscritos, segundo os dados oficiais, mas perdeu o peso noticioso que o transformou no evento jurídico mais criticado do país nos últimos anos. Em certa medida, virou o que deveria ser: apenas uma jornada de debates da área jurídica, com 70 painéis e 432 debatedores.













