A curadora da exposição "Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade", Renata Prado, está acusando o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, de censurar a mostra após críticas de parlamentares ligados à direita.

Prado publicou um texto nas redes sociais no qual afirma que a exposição teve o encerramento antecipado em razão da controvérsia. Inicialmente, a mostra ficaria em cartaz até agosto, mas foi encerrada no domingo, dia 31 de maio.

"Diante disso, manifestei meu entendimento de que o encerramento antecipado da exposição, após a pressão pública exercida por agentes políticos da extrema direita, configurava um ato de censura", diz a curadora, no texto. "O encerramento antecipado da mostra não diminui a importância dessas obras nem apaga a contribuição do funk como uma das mais potentes expressões culturais do Brasil."

A reportagem tentou contato com Prado pelas redes sociais, mas ela não respondeu até a publicação deste texto.

Em nota, o Museu da Língua Portuguesa afirma que encerrou a exposição para realizar a montagem de duas novas mostras. Além disso, afirma que o projeto ficou em cartaz por seis meses, tempo médio de exibição das mostras temporárias da instituição.