O aumento das incertezas em torno da guerra no Oriente Médio voltou a elevar drasticamente a percepção de risco global, o que empurrou a bolsa local para um tombo de mais de 2% nesta quarta-feira. Somado a um cenário externo mais delicado, a preocupação mais latente de economistas com a inflação reforçou o coro do mercado para que o Banco Central reduza a Selic para até, no máximo, 14%, o que afetou em cheio os juros futuros e o Ibovespa. Após oscilar entre os 170.008 pontos e os 174.192 pontos, o índice encerrou com queda de 2,22%, aos 170.331 pontos. Em virtude da aproximação do feriado de Corpus Christi, que manterá os mercados locais fechados amanhã, o movimento de aversão a risco pode ter sido ainda mais intenso, com investidores optando por não ficar muito expostos em um momento em que o mercado doméstico não funcionará. O desempenho negativo de blue chips também ajudou a ampliar as perdas do índice. Nem mesmo a alta de 2% dos preços de petróleo conseguiu oferecer suporte para que as ações da Petrobras fechassem no positivo. No fim, as PN da petroleira recuaram 0,77% enquanto as ON cederam 1,12%, o que pode indicar que houve venda do papel por parte de investidores estrangeiros. Bancos também recuaram em bloco, especialmente as units do BTG Pactual, que exibiram baixa de 4,77%. Após terem sido destaque de alta na véspera, as ações da Vale também corrigiram e terminaram com perdas de 3,78%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 21,1 bilhões e de R$ 28,1 bilhões na B3. O movimento local espelhou o mau humor visto no exterior. Por lá, o Dow Jones perdeu 1,21%; o Nasdaq teve queda de 0,89%; e o S&P 500 cedeu 0,74%.
Ibovespa cai 2% e fecha perto dos 170 mil pontos com estresse nos juros e incertezas da guerra
Somado a um cenário externo mais delicado, a preocupação mais latente de economistas com a inflação reforçou o coro do mercado para que o Banco Central reduza a Selic para até, no máximo, 14%








