Representantes do agronegócio e da indústria de biocombustíveis reagiram às conclusões da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil e defenderam negociações para evitar impactos sobre as exportações brasileiras.

Entidades ligadas ao setor sucroenergético contestam as críticas americanas ao acesso do etanol dos EUA ao mercado brasileiro. E exportadores de pescado pedem que seus produtos fiquem de fora de eventuais medidas tarifárias.

Nesta terça-feira (2), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu a investigação aberta contra o Brasil em 2025 e propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, com exceções ainda em discussão.

A decisão final deve ser tomada pelo presidente Donald Trump até 15 de julho, após consulta pública e audiência prevista para o início do próximo mês.

Entre os pontos questionados pelos americanos está o acesso do etanol produzido nos EUA ao mercado brasileiro. Em nota, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) e a Bioenergia Brasil afirmaram que a tarifa que o Brasil aplica ao etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não constitui uma medida direcionada especificamente aos Estados Unidos.