Sete em cada dez líderes brasileiros já cogitaram deixar o cargo por causa dos impactos na própria saúde mental. O dado vem de um estudo da Conquer In Company, unidade de treinamentos corporativos da escola de negócios Conquer, que ouviu 400 líderes e 350 profissionais de RH de diferentes setores e regiões do país. O levantamento mapeou os principais dilemas, desafios e lacunas no desenvolvimento de lideranças no Brasil em 2026.

A pesquisa revela um quadro de desgaste. Entre os entrevistados, 88% relataram trabalhar sob pressão constante, sendo que 44,6% descrevem essa pressão como alta ou extrema. Os efeitos aparecem no dia a dia: cansaço mental, esgotamento, estresse e dificuldade de se desconectar foram as queixas mais frequentes.

Pressão na saúde mental vem de todos os lados ao mesmo tempo

Quando perguntados sobre as responsabilidades que mais pesam na rotina, dois pontos empataram no topo: desenvolver pessoas e gerenciar conflitos, citados por 58% dos líderes, e conciliar demandas de planejamento com as operações do cotidiano, também apontado por 58%. Lidar com mudanças constantes apareceu em terceiro lugar, mencionado por 44%.

Dentro da tarefa de desenvolver pessoas, os obstáculos se acumulam. A falta de tempo para acompanhar o próprio time foi citada por 20,9% dos líderes. A ausência de ferramentas e processos adequados aparece para 17,1%, e o baixo engajamento da equipe para 15,6%.