Ao propor uma nova tarifa de 12,5% contra seus principais parceiros comerciais na terça-feira (2), o governo americano poupou produtos considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou que poderiam provocar aumento de preços e problemas de abastecimento caso fossem sobretaxados.

São itens como café, carne bovina, suco de laranja, combustíveis fósseis e componentes da indústria aeronáutica. As novas regras também valem para o Brasil, que foi alvo de restrições pela segunda vez nesta semana.

Os EUA dizem que as novas tarifas impostas a 60 países visam compensar os efeitos do trabalho forçado na economia americana. A medida substitui a sobretaxa global de 10% imposta por Trump, quando a Suprema Corte Americana tornou inconstitucional as restrições do presidente Donald Trump ao comércio exterior.

A nova tarifa teve base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, usada para "responder a práticas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias de governos estrangeiros que oneram ou restringem o comércio dos EUA". Foi o mesmo mecanismo acionado para propor uma tarifa de 25% específica para o Brasil, citando decisões do STF sobre big techs, a concorrência de cartões de crédito com o Pix e uma suposta leniência das autoridades brasileiras com a corrupção.