A proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros veio acompanhada de uma extensa lista de exceções que, ao menos em um primeiro momento, preservaria alguns dos principais itens da pauta exportadora do Brasil para o mercado norte-americano.
Entre os produtos que ficaram de fora da recomendação estão carne bovina, café, frutas tropicais, cereais, sementes, castanhas, minerais, terras raras, fertilizantes, produtos farmacêuticos, aeronaves e peças aeronáuticas. Também aparecem entre as exceções materiais informativos e doações.
Ao justificar as exclusões, o USTR argumenta que parte desses produtos é considerada estratégica para a economia norte-americana ou não pode ser produzida internamente em quantidade suficiente para atender à demanda dos Estados Unidos.
A preservação de itens como café, carne e aeronaves reduz o alcance prático da medida em relação ao impacto sugerido pelo percentual anunciado. O caso das aeronaves chama atenção por envolver uma das principais exportações industriais brasileiras para os EUA (bom para a Embraer), enquanto café e carne figuram entre os produtos de maior relevância no comércio bilateral.











