A nova tarifa proposta pelo governo Donald Trump na investigação comercial sobre trabalho escravo pode se somar à sobretaxa de 25% contra o Brasil sugerida na madrugada de terça (2), de acordo com membros do governo Lula (PT) e especialistas do setor privado. Isso elevaria o tarifaço contra itens nacionais a 37,5%.

Ainda não está claro sobre qual parcela da pauta exportadora essa tarifa mais alta poderia incidir. Na terça-feira (2), o ministro Marcio Elias Rosa, do MDIC, disse que a tarifa de 25% se aplicaria a cerca de 21% das vendas ao EUA.

De acordo com Welber Barral, sócio fundador da BMJ, os EUA praticamente repetiram nas duas apurações do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) a lista de exceções. Ou seja, em tese as sobretaxas de 12,5% (da investigação sobre trabalho forçado) e 25% (da investigação específica contra o Brasil) se aplicariam sobre a mesma gama de produtos, principalmente aqueles com potencial inflacionário nos EUA.

Ainda segundo Barral, a sobretaxa de 12,5% substituiria a atual tarifa de 10% aplicada a todos os parceiros comerciais dos EUA. A investigação contra trabalho forçado abordou 60 países que representam 99% do comércio externo americano e encontrou falhas em todo o grupo.