Metade dos profissionais freelancers no Brasil não escolheu esse caminho. Segundo pesquisa da HUG, empresa de curadoria e alocação de profissionais de comunicação e marketing, 50% dos entrevistados afirmam que entraram no modelo freelancer ou PJ por necessidade e ainda permanecem nessa condição. Outros 20,4% também chegaram ao modelo pela mesma razão, mas hoje dizem que ficaram por opção.
O dado expõe uma contradição do mercado de trabalho flexível: ao mesmo tempo que as empresas buscam agilidade na contratação, boa parte dos profissionais independentes enfrenta insegurança financeira, dificuldade para captar clientes e ausência de benefícios.
“Muitos profissionais entraram no modelo PJ em busca de liberdade, mas encontraram insegurança. As empresas querem velocidade, mas ainda têm dificuldade de estruturar essas relações. O mercado amadureceu rápido e agora a operação precisa amadurecer também”, afirmou Gustavo Loureiro Gomes, fundador e CEO da HUG.
Renda caiu para um terço dos profissionais
A trajetória dos entrevistados não é curta. Entre os respondentes, 33,3% atuam como freelancer ou PJ há quatro a sete anos, e 16,7% há entre oito e 15 anos. Ainda assim, a estabilidade financeira segue como ponto de atenção.










