Sete em cada dez profissionais que trabalham em regime de PJ (Pessoa Jurídica) como prestadores de serviço a empresas na área corporativa escolheram ou negociaram o modelo segundo pesquisa da Hero Company realizada em parceria com a Opinion Box.

Conforme o levantamento, mesmo optando pela pejotização, a maioria gostaria de ter benefícios. Oito em cada dez (79%) desejam plano de saúde, mas apenas 6% do total têm convênio médico atrelado ao contrato. Já 60% gostariam do pagamento de contribuição à Previdência Social por parte do contratante.

O estudo ouviu 306 profissionais PJ em todas as cinco regiões do Brasil em entrevistas online. A margem de erro é de cinco pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Miklos Grof, CEO e fundador da Company Hero, empresa de serviços que oferece soluções para quem tem contrato PJ ou trabalha como MEI (microempreendedor individual), diz que, nos últimos anos, houve uma mudança no perfil da contratação de funcionários no Brasil, com a ampliação da pejotização.

Grof avalia que esse número só não é maior porque o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda deve decidir sobre o tema, já que em muitos tipos de contrato trata-se de uma substituição à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o que para a legislação brasileira seria uma fraude.