Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas mais não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.














