Medida socorre empresas afetadas por tarifas; para ele, é um 'absurdo' os Estados Unidos quererem inibir o o Pix Presidente Lula e o Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, Ministro da Fazenda, Fernando Haddad e Aloizio Mercadante (BNDS) anunciam nova linha de crédito para Indústria 4.0. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 21:39 Mercadante defende urgência da MP Brasil Soberano 2 ante sanções dos EUA Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou a urgência da MP do Brasil Soberano 2, em resposta às novas sanções dos EUA e sua oposição ao Pix. A medida visa apoiar setores afetados por tarifas americanas, com até R$ 21 bilhões em recursos. Mercadante criticou a resistência dos EUA ao Pix, um sistema adotado globalmente, e destacou a eficiência da ferramenta frente às big techs. Ele também rebateu críticas do bolsonarismo e enfatizou o compromisso do governo com a inovação e o desenvolvimento econômico. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que as novas sanções dos Estados Unidos reforçam a necessidade de aprovação da medida provisória do Brasil Soberano 2 (MP 1345) e avalia que ela pode ter ajustes nos critérios de enquadramento para incluir setores que estão listados no aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos. O BNDES é quem opera o programa, que visa ajudar os setores que estavam sendo atingidos pelo tarifaço anterior imposto pela administração Donald Trump e pelos impactos da guerra no Oriente Médio. Os recursos previstos chegam R$ 21 bilhões. Um dos auxiliares com grande proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mercadante disse que é um “absurdo” os Estados Unidos quererem inibir uma “inovação” disruptiva como o Pix. Segundo ele, o mecanismo está sendo “espontaneamente” abraçado pelo mercado e vem sendo adotada por outros países e virou alvo porque “facilita ao extremo” as transações financeiras e deve substituir diversos mecanismos de comércio exterior, processo que já está em curso organicamente em países da América Latina. — Você não precisa mais da mediação do sistema anterior de pagamentos. Pode fazer direto, que é a moeda eletrônica. Assim como ela tende a substituir o papel moeda, vai substituir mecanismos de comércio exterior que existiam. Essa é a grande discussão — disse Mercadante. — É um absurdo querer interromper um ciclo de inovação tecnológica que é inexorável, assim como as plataformas ocuparam um espaço da mídia, o computador substituiu a máquina de escrever, a ferrovia substituiu a diligência, o Pix é mais eficiente. O chefe do banco estatal de fomento disse que uma área de tensão grande com o Pix são as big techs. — Qual é o projeto delas? É cada vez se fidelizar mais à inteligência artificial e fazer todas as operações financeiras, comerciais, por dentro dos canais das big techs. E o Pix é muito competitivo porque é custo zero, a população já está usando, tem toda eficiência e credibilidade. Então as big techs são muito incomodadas. Ele lembra que inicialmente o Pix incomodou mais as operadoras de cartão de crédito, mas o mercado está relativamente estabilizado. Como tem mostrado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a bancarização gerada pelo Pix até ampliou o uso de cartões. Atualmente, cerca de 42% dos valores transacionados no cartão de crédito no Brasil são de operações parceladas sem juros. Os volumes negociados em cartões de crédito e débito superaram os R$ 4 trilhões em 2025. Mercadante salientou que a orientação do governo é não ceder a pressões para limitar o alcance do Pix. — Assim como o Brasil, soberanamente, não aceitou discutir o Estado Democrático de Direito e a punição pela tentativa de golpe, não vai aceitar e não vai abdicar um instrumento inovador, eficiente, que melhora a produtividade, a eficiência econômica e a qualidade dos meios de pagamento — afirmou. O presidente do banco classificou de “inacreditável” o argumento do desmatamento. Segundo ele, governo Lula reduziu em 50% o desmatamento da Amazônia, o menor índice em mais de três décadas. – O Fundo Amazônia tem sido um importante aliado nesta luta, mas não recebeu qualquer apoio do governo Trump — completou. O executivo também demonstrou preocupação com a decisão da semana passada de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como terroristas, que pode ter repercussões severas e imprevisíveis sobre a economia e o sistema financeiro. — Por exemplo, recentemente você teve uma operação sobre um fundo que estava conectado com a lavagem de dinheiro, aquelas fintechs e as contas bolsões, que não tinha controle do Banco Central do Roberto Campos Neto. Um banco que operou com aquele fundo, imediatamente, pode ser punido. Sem ter nenhuma informação, se não ter nenhuma responsabilidade, se não ter nenhuma conivência, mas simplesmente pela falta de informações para poder tomar medidas prudenciais. Então, é uma coisa temerária — comentou. Seguindo a estratégia do governo, ele também criticou a atuação do bolsonarismo no caso, em especial do senador e pré-candidato ao Planalto, Flavio Bolsonaro. — Eles têm uma visão de subordinação do Brasil. Não medem limites para o seu projeto, sendo coniventes e coautores de iniciativas que prejudicam o emprego, o salário, o desenvolvimento. Você não viu uma vez eles criticando o último Tarifaço, não tomaram uma medida para amenizar o impacto nas economias regionais — afirmou, estendendo a crítica aos governadores ligados ao grupo bolsonarista, como Tarcísio de Freitas. Sobre Flavio Bolsonaro ter dito que pediu para não ter alta de tarifas sobre as empresas brasileiras, Mercadante lembrou que a fala tem o mesmo valor que a negativa do senador sobre ter relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, que foi desmentida no mesmo dia. — Não tem credibilidade. Na política você pode perder popularidade, mas não credibilidade.
Mercadante diz que possibilidade de novo tarifaço dos EUA reforça necessidade de MP do Brasil Soberano 2, que pode ter ajustes
Medida socorre empresas afetadas por tarifas; para ele, é um 'absurdo' os Estados Unidos quererem inibir o o Pix












