Eventual ajuda dependerá da implementação da tarifa, cuja revogação ainda é alvo de negociações entre os dois países 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro do Planejamento, Bruno Moretti — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 09:32 Governo Defende Pix e Prepara Apoio a Empresas Contra Tarifa dos EUA O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o governo não recuará sobre o Pix e está preparado para ajudar empresas brasileiras afetadas por uma possível tarifa de 25% dos EUA. As medidas dependerão da confirmação da taxa, ainda em negociação. Moretti destacou o sucesso do Brasil Soberano 2 e a importância do Pix para a economia. O governo busca minimizar o impacto da tarifa, mantendo a soberania e protegendo instituições nacionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta sexta-feira que o governo poderá adotar medidas de apoio às empresas caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. Ele destacou que o executivo já conta com iniciativas voltadas aos exportadores e poderá atuar para reduzir os impactos da medida sobre a população. — É importante que tomemos medidas caso essas tarifas sejam implementadas. Assim como fizemos lá atrás, criamos apoio aos exportadores. Estamos em pleno curso com o Brasil Soberano 2, ele é um sucesso. Há muita demanda de empresas para que, mediante linhas de crédito mais acessíveis, nós possamos superar esses problemas — disse Moretti, durante participação no programa Bom Dia, Ministro. O ministro também afirmou que o governo está em um processo de "redistribuição" e "diversificação" da pauta exportadora brasileira e reiterou que a prioridade é adotar medidas que reduzam os efeitos de uma eventual sobretaxa sobre a população. — Vamos seguir nessa linha, que a gente tome medidas que reduzam o impacto sobre a população — afirmou. Ao comentar as críticas americanas ao Pix, Moretti afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos é fundamental para a economia brasileira e não está relacionado a qualquer tipo de tratamento desfavorável a empresas de outros países. — Entendemos que o Pix é dos brasileiros, é um arranjo de pagamento fundamental para nossa economia. Isso não tem a ver com nenhum tipo de regra desfavorável a empresas de qualquer país — afirmou. Segundo o ministro, a atuação do governo nas negociações parte da premissa de que o Brasil é um país soberano e de que cabe ao Executivo proteger instituições consideradas decisivas para a população brasileira. — É o caso, por exemplo, do Pix, do nosso arranjo de pagamento, do qual a gente tem muito orgulho e não abre mão — disse. A fala do ministro ocorre a menos de um mês do prazo previsto para que o governo americano decida sobre a aplicação da tarifa, proposta a partir de investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O relatório concluiu que políticas brasileiras seriam "irrazoáveis" ou "discriminatórias" contra interesses americanos, reunindo críticas que vão de decisões judiciais envolvendo plataformas digitais ao acesso ao mercado de etanol, passando por questões de propriedade intelectual e meio ambiente. Integrantes do governo Lula descrevem o processo como uma negociação "no escuro", a avaliação é que Washington ainda não deixou claro quais medidas ou concessões consideraria suficientes para rever a proposta tarifária. O principal desafio das próximas dias, segundo essas avaliações, é encontrar uma saída que permita ao presidente Donald Trump apresentar algum resultado como vitória política doméstica sem que o Brasil seja visto como tendo cedido em questões de soberania. As discussões seguem concentradas em grupos técnicos.
Ministro do Planejamento diz que governo não vai recuar sobre Pix e que pode ajudar empresas afetadas por novo tarifaço de Trump
Eventual ajuda dependerá da implementação da tarifa, cuja revogação ainda é alvo de negociações entre os dois países
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