A água potável em Cumaná está extremamente escassa. Apagões diários assolam a cidade. O vento uiva pelos restos saqueados de uma outrora ilustre universidade. Catadores vasculham lixões em busca de restos de comida.

Grande parte de Cumaná, uma cidade no leste da Venezuela que já foi uma joia da base industrial do país, tem o ar de uma zona de guerra devastada por batalhas.

Esta cidade costeira é um mundo completamente diferente de Caracas, a capital, que está à beira de uma recuperação e amplamente isolada da decadência que atinge grande parte da Venezuela.

Depois que forças americanas depuseram e capturaram o ditador Nicolás Maduro em janeiro, empresários do petróleo e magnatas das criptomoedas têm corrido para Caracas para explorar negócios.

Cumaná conta uma história muito diferente — a de uma economia devastada, como a do resto do país, que pode levar gerações para ser reconstruída.