Maria tinha a esperança de que, no dia do seu aniversário, a única vela de que iria precisar seria colocada em cima do seu bolo.
Mas, no último dia 5 de maio, quando telefonei para dar os parabéns, não havia eletricidade na sua casa em Maracaibo, a segunda cidade mais populosa da Venezuela, no oeste do país.
"Eu acreditava que, hoje, não iriam nos cortar a luz, porque já haviam cortado ontem e, nas semanas anteriores, os apagões ocorriam em dias alternados", comentou ela, resignada.
O corte se estendeu das 20 horas até à meia-noite. Por isso, quando chegou a hora de cantar "Ah, que noite tão linda" —a longa canção tradicional de aniversário da Venezuela—, eles continuavam sem luz.
Por sorte, não foram necessárias muito mais velas que a do bolo. Afinal, depois de anos de falhas constantes do fornecimento de energia, Maria comprou algumas lâmpadas que funcionam com baterias.











