O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (2) que a Polícia de São Paulo tem autonomia para fazer as suas investigações, um dia após a operação com buscas em endereços ligados à produtora do filme "Dark Horse", que trata da vida de Jair Bolsonaro (PL), e em uma secretaria da Prefeitura de São Paulo.

A ação policial do dia anterior foi criticada pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), que falou em "perseguição política".

O senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, também sugeriu que a operação poderia ser parte de uma "perseguição estatal" por parte de alguns setores para "influenciar as eleições" e colocou em dúvida a atuação de "parte" da Polícia Civil.

"A operação da polícia é uma coisa em que a gente não interfere", disse Tarcísio, em Rio Claro, no interior de São Paulo.

A Operação Wi-Fi cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme, a Go Up Entertainment, e em empresas associadas ao ICB (Instituto Conhecer Brasil), organização social também presidida por ela.