O presidente dos EUA, Donald Trump, fotografado durante reunião de Gabinete no sábado: fundo bilionário para indenizar aliados é motivo de divergência entre republicanos — Foto: Kent Nishimura/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 16:20 EUA investigam práticas comerciais do Brasil; Lula busca diálogo contínuo até 2026 Em 11 meses de investigação pelas práticas comerciais brasileiras, o Departamento de Comércio dos EUA recebeu depoimentos de 30 testemunhas e 295 manifestações. A tarifa de 25% sobre produtos brasileiros não encerra as negociações, com interesse em diálogo contínuo até 2026. O presidente Lula menciona reunião pendente com Trump, e esforços para uma solução intermediária são esperados nas próximas semanas, segundo a advogada Carol Monteiro de Carvalho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Brasil não esteve de braços cruzados nos 11 meses de investigação sobre as ditas práticas comerciais "desleais" brasileiras sob a ótima da seção 301, da legislação de comércio dos EUA. Segundo informação do próprio USTR, o departamento de comércio americano, foram recebidos depoimentos de mais de 30 testemunhas e mais de 295 comentários e manifestações de réplica durante o processo. E o anúncio da tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros não encerra as negociações. A própria nota do USTR indica que existe o interesse em “dar continuidade ao diálogo com o governo brasileiro antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a adoção de medidas de resposta”. Em evento de inauguração de um hospital em Goiás, o presidente Lula disse que Donald Trump lhe deve uma reunião. E como ressaltou a economista Lia Valls, é prerrogativa do presidente americano a decisão final sobre a 301. O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia dito mais cedo que as conversas nunca pararam e se intensificarão nos próximos dias com vários membros do alto escalão do governo em campo. A advogada especializada em comércio exterior, Carol Monteiro de Carvalho, do Monteiro & Weiss Trade, o esforço nas próximas duas semanas será por uma solução intermediária. - É possível que haja manifestação por parte de setores não contemplados pelas exclusões, incluindo entidades norte americanas interessadas, o que pode justificar eventual alteração na lista de produtos. De parte da iniciativa privada, espera-se que os governos de Brasil e Estados Unidos se empenhem nas próximas duas semanas para alcançar uma solução intermediária.