A advocacia do Senado Federal defendeu, em petição encaminhada à Justiça de São Paulo, a rejeição de uma ação movida pela esposa e pelos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O documento aportou na 32ª Vara Cível da capital no final de maio.

O escritório Barci de Moraes apresentou uma ação indenizatória de danos morais contra Vieira no final de abril. O processo se baseia em uma declaração que o senador proferiu em março, durante entrevista ao SBT News.

“Você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC, uma organização criminosa violenta. Você tem indicativos de pagamentos a autoridades de diversos poderes, servidores públicos de carreira, políticos, eventualmente pessoas ligadas ao Judiciário”, afirmou Vieira à emissora. “A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita.”

Para a banca da família Moraes, o senador estabeleceu uma relação entre recursos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital e o escritório. Vieira nega e afirma ter se referido ao recebimento de recursos do Banco Master pelo escritório de advocacia, em menção ao contrato de prestação de serviços que a banca manteve com a instituição financeira.