O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu nesta terça-feira (30) o senador Jaques Wagner (PT-BA), criticou a "criminalização da política" e afirmou que a advocacia da Casa pedirá ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ingressar como parte no processo para defender o petista.

"A advocacia do Senado Federal está preparando todas as peças jurídicas para que a instituição Senado da República ingresse como parte nesta ação, solicitando ao Judiciário brasileiro para que possa restabelecer o bom e efetivo exercício do mandato de sua excelência, o senador da República Jaques Wagner", disse Alcolumbre.

Wagner foi alvo de operação da PF (Polícia Federal), com autorização do STF, por suspeitas de ter recebido benefícios dos então donos do Banco Master, como ingressos para shows, uso de aeronaves e um apartamento de R$ 2,5 milhões. Ele deixou a liderança do governo no Senado na quarta (24) após se reunir com o presidente Lula (PT).

O senador se diz inocente e destacou em nota que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. Ele ingressou com pedido no STF para anular a busca e apreensão em seus imóveis, dizendo que não atuou a favor do Banco Master no Congresso.