Segundo presidente do Senado, o objetivo não é discutir o mérito da investigação contra petista, mas defender as prerrogativas institucionais dos parlamentares Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (30) que a Advocacia do Senado prepara medidas judiciais para contestar decisões que, segundo ele, afetaram o exercício da atividade parlamentar do senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado no caso Master. Alcolumbre disse que a instituição ingressará na ação para pedir o restabelecimento de prerrogativas parlamentares que, em sua avaliação, foram comprometidas por determinações judiciais. Ele disse que que conversou com Wagner após a operação da PF e que algumas decisões "estão diminuindo a condição do mandato de senador". Segundo Alcolumbre, houve "decisões de bloqueio de contas" e "de bloqueio de verbas de utilização do exercício da atividade parlamentar". O presidente do Senado afirmou que a Advocacia da Casa já realizou reuniões para discutir o tema e prepara as medidas jurídicas necessárias para que o Senado passe a atuar no processo. Segundo Alcolumbre, a intenção é solicitar ao Judiciário o "restabelecimento das prerrogativas" relacionadas ao exercício do mandato, citando como exemplos a utilização da verba indenizatória para custear o aluguel de escritório parlamentar, locação de veículo para a atividade legislativa, despesas com correspondência e telefone celular. "Isso não pode acontecer do ponto de vista institucional", afirmou. Alcolumbre disse que a atuação do Senado não tem como objetivo discutir o mérito da investigação contra Wagner, mas defender as prerrogativas institucionais dos parlamentares. O presidente do Senado afirmou ainda que a defesa dessas prerrogativas é uma atribuição da Presidência da Casa e que manifestou esse entendimento diretamente a Wagner. "O que você precisar da sua instituição, eu quero dizer a vossa excelência, como faço com todos os senadores e senadoras, vossas excelências podem contar integralmente com a minha presença, com a minha manifestação, com a minha defesa e com o meu apoio", afirmou. Durante o discurso, Alcolumbre também criticou o que chamou de "criminalização da política brasileira". Segundo ele, pessoas submetidas a investigações acabam sendo condenadas antecipadamente pela opinião pública, antes da conclusão dos processos.