PUBLICIDADE Líder do governo no Senado foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — Foto: Carlos Moura/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 12:03 Alcolumbre Critica Operação da PF e Defende Jaques Wagner no Senado O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou duramente a operação da Polícia Federal que visou o senador Jaques Wagner, destacando que ninguém deve ser julgado antes do fim do processo judicial, classificando o caso como "execração pública". Wagner, alvo de mandados de busca e apreensão, é acusado de receber vantagens indevidas do Banco Master, mas nega envolvimento. Alcolumbre manifestou solidariedade ao colega, criticando a dificuldade de acesso dos advogados aos autos do processo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na Casa. O chefe do Legislativo disse que ninguém pode ser condenado antes do fim da tramitação do processo e classificou o caso como “execração pública”. — Muitas autoridades já foram vítimas dessa execração pública e no passar do tempo a maioria delas provou, no decorrer das investigações, a sua inocência. Temos um problema gravíssimo no Brasil. Está todo mundo culpado até que se prove o contrário. Isso é muito triste, todo mundo é culpado antes de ser julgado — disse. A PF apontou que Jaques Wagner foi o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master. Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil. Líder do governo no Senado, Wagner sempre negou ter qualquer relação com as “falcatruas” do Banco Master - como ele mesmo chamou o esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira em fevereiro deste ano. Nesta quinta-feira, ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. Mais cedo, Alcolumbre chegou ao Congresso acompanhado do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e resistiu a comentar sobre a operação contra Wagner. – Eu vou falar sobre a sessão do Congresso. Eu vou falar sobre a sessão do Congresso e responder e falar sobre o que eu quiser falar. Logo depois, ele fez um pronunciando em que anunciou o cancelamento da sessão do Congresso marcada inicialmente para hoje e falou sobre o senador petista. Alcolumbre evita comentar operação envolvendo Jaques Wagner Alcolumbre disse hoje que presta “apoio, solidariedade integral a um colega senador da República” e declarou confiar que ele vai comprovar a inocência. — Quero falar do episódio hoje, de uma operação em um senador colega nosso, que todos nós respeitamos, que todos nós admiramos a trajetória política para chegar até aqui no Senado e que teve a legitimidade do voto popular para estar no Senado. E hoje numa missão muito importante como líder do governo no Senado. Precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado de um processo – disse o presidente do Senado. Alcolumbre também criticou a forma como as apurações envolvendo o Master acontecem. – Os advogados de brasileiros hoje em todas as operações não conseguem ter acesso às investigações e procedimentos. Estou dando um testemunho de quem conversa com vários advogados todos os dias e uma queixa muito grande deles é não ter condições de acessar autos do processo. O presidente do Senado não foi alvo de operações da PF relacionadas ao caso, mas, em meio ao cerco contra o Banco Master, que foi alvo de liquidação extrajudicial e teve seu dono preso, Alcolumbre tem um aliado alvo de questionamentos no Amapá por levar o fundo de pensão do estado a alocar R$ 400 milhões em papéis da instituição. Os aportes da Amapá Previdência (Amprev), que ocorreram em julho de 2024, foram conduzidos pelo presidente do fundo, Jocildo Silva Lemos, que afirma ter assumido o comando do fundo por “convite” de Alcolumbre. O senador tem negado qualquer envolvimento com o escândalo financeiro. Ao comentar sobre Jaques Wagner disse que não comemora operações contra integrantes do PT e nem contra integrantes do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente. – Talvez esteja muito cômodo hoje, quando uma operação da Justiça se dá em cima de um senador e deputado do PT, os do PL comemorarem. E vocês sabem o que estou falando, também esteja muito cômodo também quando tem operação dos senadores ou deputados do PL, os outros comemorarem. Não comemoro nada contra a história de ninguém antes do trânsito em julgado do processo nesse país.