A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) anunciou nesta segunda-feira (1º) os possíveis impactos diante do bloqueio de R$ 24 milhões do seu orçamento, previsto no decreto (12.990 de 29 de maio), do governo Lula (PT).

Segundo a nota, vão ser cortadas de forma imediata 40% de todas as ações de fiscalização de seus regulados, como companhias aéreas, aeroclubes, oficinas mecânicas, fabricantes de peças, entre outros.

Além disso, a agência deve, ainda, suspender de forma imediata todas as provas de certificação de pilotos e comissários, o que implicará diretamente a entrada de novos profissionais no mercado, e de aeronaves, com impactos diretos nas operações de companhias aéreas e na aviação geral.

"Sem certificação, não há operação de novas aeronaves no mercado de aviação civil brasileiro", diz a nota.

O Ministério de Portos e Aeroportos disse, em nota, que o contingenciamento divulgado pelo governo foi aplicado de forma linear às pastas e às agências vinculadas, e realiza gerenciamento de recurso para permitir a continuidade das principais ações e projetos prioritários.