Neste ano, um nome ainda desconhecido da maioria dos brasileiros roubou o protagonismo de Lula e Flávio Bolsonaro. Se sobreviver à campanha, Renan Santos, líder do partido Missão e do MBL, terá se tornado um político influente —e talvez presidente da República.

Renan defende causas impopulares, mas o caso Master abriu para ele uma avenida de oportunidades para se apresentar ao eleitor.

Um banqueiro vive como príncipe, tendo desviado R$ 60 bilhões e aliciado para a operação aliados nos três Poderes. Enquanto isso, o país se vê travado pela polarização, há uma sensação geral de insegurança e milhões de brasileiros recorrem a aplicativos de transporte e entrega para trabalhar.

Rosto desconhecido do brasileiro comum até o ano passado, Renan atingiu em maio 6,9% das intenções de voto no primeiro turno, isolado em terceiro lugar, segundo a pesquisa Atlas Intel/Bloomberg. Como?

Renan e seus aliados vêm sendo testados em ameaças, cancelamentos e ataques bolsonaristas, especialmente desde que o MBL defendeu o voto nulo na eleição de 2022. Essa experiência impulsionou a coleta de quase 600 mil assinaturas para a fundação do partido —e treinou o atual pré-candidato a se comunicar com clareza e contundência sobre seus planos para o Brasil.