Proposta do Brasil inclui mudar governança de órgãos como FMI — Foto: Mandel NGAN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 19:03 FMI elogia resiliência econômica do Brasil e prevê crescimento de 2,5% em 2023 O FMI destacou a "notável resiliência" da economia brasileira frente a choques globais, especialmente devido à sua posição como exportadora líquida de petróleo. A projeção de crescimento para 2023 é de 2,5%, com o Banco Central acertando ao reduzir juros. Recomenda-se poupar receitas extraordinárias do petróleo e fortalecer a política fiscal para enfrentar desafios futuros e promover reformas fiscais essenciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O FMI divulgou nesta segunda-feira um comunicado sobre a visita de técnicos do fundo ao Brasil, realizada em maio. Segundo o texto, a economia brasileira tem demonstrado 'resiliência notável' e está relativamente protegida dos aumentos globais dos preços do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio, por ser exportadora líquida da commodity. O documento também afirma que o crescimento econômico deve alcançar 2,5% neste ano e que o Banco Central agiu corretamente ao iniciar a redução da taxa de juros. Além disso, recomenda que o Brasil fortaleça a política fiscal e poupe as receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo. O líder da equipe do FMI, Daniel Leigh, afirmou que a economia brasileira "continuou a demonstrar uma notável resiliência diante de múltiplos choques". "“A economia brasileira continuou a demonstrar uma notável resiliência diante de múltiplos choques . O Brasil se encontra relativamente protegido dos aumentos globais dos preços do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio graças à sua condição de exportador líquido de petróleo e à grande parcela da eletricidade proveniente de fontes de energia renováveis. O crescimento desacelerou em 2025, refletindo os efeitos da política monetária restritiva e da redução do impulso fiscal, o que contribuiu para a desinflação. Os indicadores de alta frequência apontam para uma retomada da economia no início de 2026. Projetamos o fortalecimento gradual do crescimento, alcançando uma taxa de cerca de 2,5% no médio prazo". Sobre a inflação, o FMI avalia que deve subir no curto prazo para, então, convergir para a meta de 3% até meados de 2028. "Os riscos para as perspectivas de crescimento pendem para o lado negativo, com destaque para o agravamento das tensões geopolíticas e as condições financeiras mais restritivas. Ao mesmo tempo, o Brasil conta com políticas públicas sólidas, um sistema financeiro robusto, reservas internacionais adequadas e regime de câmbio flutuante, fatores estes que continuam a respaldar a resiliência". Segundo o texto, a recente redução dos juros pelo Banco Central do Brasil (BCB) "foi apropriada, e convém manter flexibilidade sobre o ritmo e momento dos próximos movimentos da política monetária, em meio à elevada incerteza em torno da guerra no Oriente Médio e às novas pressões inflacionárias". O comunicado considera que medidas para "melhorar ainda mais" a posição fiscal já foram adotadas pelo governo, mas ressalta que reformas relevantes serão necessárias para colocar a dívida pública em uma trajetória firmemente decrescente. "Poupar receitas extraordinárias relacionadas ao petróleo simultaneamente às políticas focalizadas e temporárias de alívio aos efeitos do choque de petróleo e realizer um esforço fiscal mais ambicioso — respaldado por reformas para enfrentar a rigidez dos gastos e reduzir as renúncias fiscais — reforçariam a credibilidade das finanças públicas, reduziriam os custos da dívida e criariam espaço para investimentos prioritários".
FMI vê economia brasileira com 'notável resiliência' e recomenda poupar receitas do petróleo
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