Este texto é da newsletter de Thomas Traumann, enviada toda segunda-feira de manhã com uma análise do cenário político na semana que se inicia. Para ler antes da publicação on-line, direto no seu e-mail, clique aqui para se inscrever. Nesta edição da newsletter conto detalhes sobre a operação resgate da Casa Branca, que, ao decretar o PCC e CV como organizações terroristas, deu novo fôlego à candidatura de Flávio Bolsonaro. A boia de salvação, no entanto, pode virar uma âncora se for confirmada a expectativa de exportadores de que o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anuncie novas tarifas contra o Brasil naquele processo que vai desde as diferenças das taxas de importação do etanol até maluquices, como querer impedir o uso do Pix. Escrevo ainda sobre a confidência de Flávio Bolsonaro a um dirigente do PL, a de que ele não divulgou o contrato com Daniel Vorcaro porque não o assinou. Foi o deputado Mário Frias, diretor da cinebiografia de Jair Bolsonaro, quem assinou o documento com o grupo Vorcaro. Trago ainda uma crítica do novo livro do cientista político Jairo Nicolau, “O país dividido”, que traz uma radiografia inédita sobre um dos temas menos estudados na política: a abstenção. Embora o voto no Brasil seja obrigatório, em média dois em cada dez eleitores não comparecem às urnas. Boa leitura! TT Nesta edição: ⁠Operação resgateSem assinaturaA janela de OvertonFavorito e prediletoA bronca de JanjaO reforçoCrítica: ‘O País dividido’Fique atento 1. Operação resgate Os marines chegaram. Atolado nas suspeitas sobre a doação de mais de R$ 60 milhões do banqueiro preso Daniel Vorcaro, o candidato Flávio Bolsonaro conseguiu que a Casa Branca o ajudasse a tentar desviar o tema central da campanha. Ao decretar as facções PCC e CV como organizações terroristas, o governo dos EUA deu o primeiro passo para intervir na eleição a favor de Bolsonaro. Estar nas mãos do imprevisível governo Trump, no entanto, é um risco. Como mostraram os repórteres Karla Spotorno, Gabriel Baldocchi e Mateus Maia, da agência Broadcast, exportadores esperam que, nos próximos dias, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) anuncie novas tarifas contra o Brasil. Os alvos do USTR vão desde questões razoáveis, como as tarifas brasileiras sobre a importação de etanol, até absolutas maluquices, como querer impedir o uso do Pix. Se a expectativa se confirmar, Flávio Bolsonaro será naturalmente responsabilizado pelo novo tarifaço. A decisão norte-americana contra as facções veio quando Flávio Bolsonaro estava abandonado pelo sistema. Desde que o site Intercept Brasil divulgou a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro no dia 13 de maio, nenhum líder político deu a cara a bater a seu favor. Na segunda-feira (25), à Andréia Sadi, da Globonews, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que Flávio Bolsonaro havia visitado Vorcaro em novembro de 2025, com o banqueiro investigado e com tornozeleira eletrônica, para “cobrar o restante do dinheiro” prometido para patrocinar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, contrariando a versão oficial de que o encontro havia ocorrido para “por um ponto final” na relação. Na quarta-feira (27), o governador Tarcísio de Freitas disse que Flávio Bolsonaro “tem muitas questões a explicar”. Candidatos a governador do PL passaram a temer que as inexplicáveis relações com Vorcaro tornassem Flávio Bolsonaro um apoio tóxico. Depois do anúncio norte-americano, Bolsonaro foi parabenizado por Tarcísio e o adversário Romeu Zema. O resgate da candidatura de Flávio Bolsonaro teve o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma nota oficial do governo, reescrita pelo próprio presidente, Flávio Bolsonaro e seu irmão Eduardo são chamados de “traidores envolvidos com o crime organizado”. Com Lula falando mais sobre o Comando Vermelho do que do Comando Vorcaro, na genial tirada do analista da Globonews Octávio Guedes, fica evidente que Bolsonaro é o adversário preferido do PT. Tirando a estamina para a campanha Bolsonaro, a decisão dos EUA é ótima para os norte-americanos e péssima para o Brasil. Na prática, qualquer pessoa ou empresa que tenha uma ligação mesmo indireta e culposa com recursos associados ao PCC ou ao CV pode ser sancionada unilateralmente pelos EUA. Um grande banco que tem uma agência na Rocinha ou em Paraisópolis pode ser punido por ter clientes que tenham ligação indireta com o CV e o PCC. Uma exportadora de etanol que vendeu produto a algum posto de combustível ligado às facções pode ser processada sem direito à defesa. Os EUA passam a ter uma espada de Dâmocles sobre todas as empresas com negócios ou que operam câmbio. Desde maio de 2025, quando tomou medidas similares contra facções do México, os EUA já sancionaram quatro bancos, vários cassinos e dezenas de políticos. “Quem comemora (o decreto dos EUA) está de má-fé ou tem uma ignorância muito grande. Não sabem ou não viram, por exemplo, os efeitos que essas medidas tiveram sobre os outros países, e o México é o grande exemplo mais recente. Vai aumentar a burocracia, as regras de compliance, as ações de due diligence, o seguro...Vai ter um efeito sistêmico sobre a economia”, disse o ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Welber Barral, à Cristiane Barbieri, do Estadão. À Globonews, os dois principais especialistas no combate ao PCC e ao CV, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o procurador de Justiça e ex-secretário nacional de Segurança Pública Mário Luiz Sarrubbo afirmam que a decisão vai acabar com a cooperação internacional, porque o combate às facções passa a ser responsabilidade da CIA e não das polícias antidrogas e do FBI. São sérias as dúvidas de que a intervenção americana terá reflexos positivos para a oposição. Em março, a Genial/Quaest perguntou sobre a influência do apoio de Donald Trump a Bolsonaro e 32% responderam que aumentaria a possibilidade de votar em Lula. Em maio, logo depois da visita de Lula à Casa Branca, a Genial/Quaest perguntou qual a imagem de Trump para os brasileiros. Com os lulistas menos ressabiados com Trump naquele momento, o resultado foi: Negativa: 39%Regular: 33%Positiva: 22% É notável como a chegada de Trump piorou a imagem dos EUA junto aos brasileiros. No final do governo Biden, 58% dos brasileiros tinham uma imagem favorável dos EUA e 24% desfavorável. Em maio, o resultado da pesquisa Genial/Quaest foi: Desfavorável: 45%Favorável: 40 * O ponto mais surpreendente da decretação do PCC e CV como organizações terroristas é descobrir que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, é uma das seis ou sete pessoas entre os 8,2 bilhões de habitantes da Terra que no ano de 2026 leva a sério o que diz Eduardo Bolsonaro. 2. Sem assinatura A campanha de Flávio Bolsonaro tenta a todo custo mudar a página sobre sua milionária relação com Daniel Vorcaro, mas não consegue responder porque ele não apresenta o tal contrato com cláusulas de confidencialidade que o impediam de falar sobre o assunto. A resposta dada pelo próprio Flávio Bolsonaro a um dirigente do PL é simples: ele nunca assinou o contrato. Existe, segundo ele disse na conversa, um documento de patrocínio de US$ 20 milhões para a cinebiografia de Jair Bolsonaro assinado pelo deputado Mário Frias com representantes do fundo Entre, ligado a Vorcaro. Para atenuar a preocupação, Bolsonaro disse que contratou uma auditoria para averiguar a prestação de contas da produtora do filme “Dark Horse” e divulgar os dados ainda em junho. Deputados celebram aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1 — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo 3. A janela de Overton A aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara foi uma vitória acachapante do governo Lula e uma derrota nas mesmas proporções para o PL e o empresariado. PL e empresariado não perceberam a abertura de um fenômeno conhecido como “janela de Overton” e foram derrubados pelo vento forte das ruas. Nos anos 1990, o engenheiro elétrico, advogado e pesquisador de um think tank liberal americano Joseph Overton (1960-2003) criou um gráfico em duas dimensões para identificar o que seriam as ideias políticas aceitáveis pelo establishment. Por esse modelo, as ideias são distribuídas numa escala de radicalismos de direita e de esquerda do espectro político. Em termos genéricos, a escala das ideias de uma janela de Overton se reparte pelo grau de aceitação na sociedade em inadmissíveis, radicais, polêmicas e senso comum. Nesse último estaria a janela de conforto, com as ideias consideradas “aceitáveis” pelo senso comum, aquelas que os políticos poderiam defender sem polêmica. A questão é que a janela não é estática; se desloca, a depender de fatores externos. Assim, uma ideia inconcebível em determinada circunstância pode se tornar senso comum em outra, anos depois. Aos políticos, é essencial perceber esse deslocamento. Por seu comportamento, PL e empresariado não entenderam que não estavam em 2017, quando foi aprovada a reforma trabalhista. Na ocasião, após quatro governos petistas com ampliação de direitos de trabalhadores e fortalecimento de sindicatos, a janela de Overton se deslocou e possibilitou uma reforma que dizimou o poder dos sindicatos e liberalizou as relações de trabalho, com redução de custos para as empresas. Desde então, a proliferação dos trabalhos por aplicativo e a flexibilização da CLT geraram um mercado de trabalho com baixo desemprego, mas longas jornadas e vínculos precários. Em 2023, o ex-balconista de farmácia Rick Azevedo começou a fazer vídeos no TikTok sobre seu “Movimento Vida Além do Trabalho” (VAT), que reclamava de trabalhar seis dias e ter apenas um para resolver pendências e descansar. Com base no movimento de Azevedo, em 2024, a deputada Erika Hilton, do Psol, apresentou o projeto de redução da jornada de trabalho, com dois dias de descanso. De início, o PT não embarcou e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, foi contra a ideia. Mas, num momento em que 51% dos brasileiros se dizem cansados — índice que chega a 55% entre os que ganham até um salário mínimo, como registrou Felipe Nunes no livro “O Brasil no Espelho” —, a bandeira de uma jornada de trabalho menor era a resposta de um anseio válido. O projeto aprovado na Câmara é improvisado. O prazo de 140 dias para o início da redução da jornada atende apenas ao desejo eleitoral dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Motta. Muitas empresas não vão conseguir se adaptar a tempo. A nulidade de todos os acordos coletivos no prazo de 60 dias também dá prazo insuficiente para as empresas reorganizarem escalas e contratarem trabalhadores adicionais. A Câmara incorporou na PEC a possibilidade de aumento do limite de faturamento para inclusão de empresas no MEI e no Simples, sob o argumento de que os empresários precisam ser compensados pelos aumentos de custos. O risco, como apontou o economista Marcos Mendes, na Folha, é fazer com que “paradoxalmente, uma forma de fugir da rigidez da jornada será transformar empregados em MEI, prejudicando os trabalhadores, em vez de beneficiá-los”. Ao invés de negociar os termos de uma transição, as entidades patronais dobraram a aposta ao apoiar um projeto do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Ainda vivendo em 2017, Marinho apresentou proposta que deixa o trabalhador para negociar com o patrão um modelo de horas trabalhadas. É o oposto do fim da escala 6x1: em vez de trabalhar menos com o mesmo salário, trabalhadores só receberão pelas horas trabalhadas, podendo ter redução de salário. (Aviso importante: Rogério Marinho tem mandato até 2030, não disputará a eleição em outubro. Portanto, não estará na situação dos colegas que serão submetidos ao humor dos eleitores nas urnas). O maior adversário de Marinho no ninho bolsonarista, o presidente do PL, Valdemar da Costa, entendeu a mudança: — Se nós não aprovarmos 6x1, o Lula ganha a eleição e, no ano que vem, faz 4x1. Nós temos que chegar ao poder e votar nas propostas que têm a maioria da população a favor — disse em entrevista à CNN. 4. Favorito e predileto Dois novos ministros ganharam o coração de Lula, Bruno Moretti (Planejamento) e Dario Durigan (Fazenda). “É a primeira vez nos meus três governos que tenho uma dupla que quando peço uma coisa não me vem com ‘veja bem, presidente’”, elogiou Lula a um interlocutor. 5. A bronca de Janja Comentário de Janja da Silva ao ver, no Palácio Alvorada, a reunião do marido, de 80 anos, com seu núcleo de campanha, formado por Paulo Okamoto (70 anos), José Gabrielli (76), Gilberto Carvalho (75), entre outros: “Só tem homens brancos, cis, velhos... Cadê as mulheres?”. Dias depois, a psicóloga e sindicalista Mônica Valente foi incorporada ao grupo. 6. O reforço Trabalhando há mais de dez anos na Califórnia, o publicitário e designer baiano Marcelo Kertész vai se incorporar à equipe de marketing da reeleição de Lula. 7. Crítica: “O País dividido” Autor de um livro fundamental para entender a ascensão de Jair Bolsonaro, “O Brasil dobrou a direita”, o cientista político Jair Nicolau lança nesta semana uma autópsia da polarização política. “O País dividido – Duas décadas de eleições presidenciais no Brasil (2002-2022)” (editora Zahar, 168 páginas; livro R$74,90; e-book R$34,90) assimila os dados das últimas seis disputas e como elas explicam o país. Em 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela primeira vez, sete em cada dez eleitores tinham baixa escolaridade. Vinte anos depois, quando foi eleito pela terceira vez, a relação era de quatro em cada dez. Em vinte anos, o perfil do eleitorado ficou mais velho, mais feminino e mais escolarizado. O livro traz uma radiografia inédita sobre um dos temas menos estudados na política, a abstenção. Embora o voto no Brasil seja obrigatório, em média dois em cada dez eleitores não comparece às urnas. No segundo turno de 2022, deixaram de votar 35.797.125 eleitores. “Minha hipótese é que as punições aplicadas a quem não vota e não justifica a ausência não afetam todos os brasileiros da mesma maneira. Eleitores com ensino médio e superior completos têm maior probabilidade de ser impactados pelas duas principais situações em que é exigido o comprovante de quitação eleitoral: ao solicitar ou renovar o passaporte e ao inscrever-se em concursos públicos”, escreve Nicolau. Em 2025, cinco milhões de eleitores tiveram seus nomes cancelados na listagem da Justiça eleitoral, quase a totalidade por faltar por três eleições consecutivas. Um dado surpreendente registrado por Nicolau é que o comparecimento dos jovens de 18 a 29 anos é o menor dentre todas as faixas, exceto aqueles com mais de 70 anos e desobrigados a votar. A média de comparecimento destes jovens está em torno de 75%, enquanto entre os eleitores entre 45 e 69 anos a taxa gira em torno de 85%. A faixa com mais de 70 anos é a que menos comparece, apenas quatro em cada dez eleitores. A taxa de comparecimento aumenta à medida que cresce o nível de escolaridade. Entre analfabetos, quem apenas lê e escreve e os que não completaram o ensino fundamental, o comparecimento está perto dos 75%, enquanto supera os 80% entre os que se formaram no ensino médio ou cursaram universidade. Segundo a pesquisa, a diferença média entre os dois segmentos, nas últimas três eleições é de 37 pontos percentuais. Mulheres, que desde o ano 2000 superam os homens em número absoluto de eleitores, comparecem mais às urnas. No segundo turno de 2022, o comparecimento feminino foi de 80,14% ante 78,65% de homens. Em número de votos, isso significou uma diferença quase cabalística de 7.777.787 votos a mais de mulheres do que de homens. Como Jair Bolsonaro sempre foi mais impopular do que Lula entre as mulheres é possível inferir que um dos motivos da derrota do então presidente decorreu desta diferença. Como mostra o cientista político, a chegada de Bolsonaro e o fim do PSDB mudou o padrão do voto. Mulheres pretas de baixa escolaridade se consolidaram como o eixo do voto do PT. Homens brancos de ensino médio foram para a direita. Homens e mulheres jovens para a ter um comportamento eleitoral oposto. Os evangélicos, que votavam majoritariamente no PT, passaram a ser amplamente de direita. “As seis eleições analisadas neste livro mostram que mudanças demográficas lentas podem ter efeitos políticos rápidos quando combinadas com realinhamentos. Entender essas transformações não resolve os debates sobre o futuro da democracia brasileira, mas oferece um ponto de partida empiricamente fundamentado para essas discussões”, afirma Nicolau. 8. Fique atento Brasília esvazia em virtude do feriado de quarta a domingo, e do “Gilmarpalooza”, em Lisboa, entre segunda e quarta-feira.O efeito do caso Master será medido pelas ausências no 14º Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”. No domingo, o ministro Flávio Dino se contundiu e do STF apenas Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes vão participar. Entre os palestrantes do evento estão o prêmio Nobel de 2025, o israelense-americano Joel Mokyr, e o jornalista norte-americano Thomas Friedman.Com Flávio Dino no Brasil, aumentou o interesse do STF sobre as emendas parlamentares para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida pela produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, depois que se soube que a empresa teve de devolver R$ 1 milhão em notas duplicadas para a prefeitura de São Paulo.Termina na terça-feira (2) o prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes para que a PGR opine sobre a inclusão do senador Flávio Bolsonaro no inquérito que apura coação de Eduardo Bolsonaro para interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. Se a PGR concordar, a investigação sobre as relações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro passa de André Mendonça para Alexandre de Moares, uma mudança de 180 graus na investigação. Na terça-feira (2), os líderes do Senado definem o cronograma da votação do fim da escala 6x1. Se continuar achando que Flávio Bolsonaro vai ganhar a eleição, o presidente Davi Alcolumbre vai segurar a votação para depois de outubro. No mesmo dia, os deputados devem aprovar o projeto de lei de subsídio aos combustíveis.Na quarta-feira (3), o presidente Lula promove sua primeira reunião com o ministério sem candidatos. Vai só falar de campanha.Ministério da Fazenda e Banco Central tentam chegar a um acordo sobre a autonomia financeira do BC. O governo quer uma proposta alternativa que libere os concursos e promoções do BC sem que entregar as reservas internacionais e alterar as contas sobre dívida pública.Empresários brasileiros aguardam o anúncio do USTR sobre supostas práticas anticomerciais do Brasil, com a previsão de alta de tarifas a partir de 15 de julho.Na sexta-feira (5), entra em vigor a nova classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelo governo dos EUA. Com a decisão, o FBI e a política antidrogas norte-americana interrompem todos os acordos com as políticas brasileiras.