VÁRIOS AUTORES (nomes ao final do texto)
A eleição deste ano no Brasil já é uma dos mais internacionalizados de nossa história. Desde que lançou sua pré-candidatura, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Israel, França, Chile e, claro, Estados Unidos. No mesmo período, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou Panamá, Índia, Coreia do Sul, Colômbia, Espanha, Portugal, Alemanha e Estados Unidos.
As viagens de Lula ao exterior têm sido marcadas por agendas com chefes de Estado, debates sobre comércio, transição energética, democracia, investimentos, governança global e fortalecimento do papel brasileiro em organismos multilaterais.
Em contraste, Flávio Bolsonaro direciona sua atuação internacional para alianças políticas alinhadas a setores do conservadorismo autoritário global para alimentar conflitos ideológicos domésticos. Isso explica o encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, pedindo intervenções e interferência externas, deslegitimando o funcionamento das instituições nacionais, gerando riscos e incertezas para a economia e, assim, desgastando a credibilidade do Estado de Direito do Brasil no exterior, tensionando a nossa estabilidade democrática.











