Caso a votação deste domingo (31) confirme as pesquisas de intenções de voto, a Colômbia voltará às urnas no dia 21 de junho para decidir entre dois projetos opostos: o de Iván Cepeda, presidenciável aliado de Gustavo Petro e filho de um senador assassinado na guerra civil, e Abelardo de la Espriella, advogado estreante na política e rosto da ultradireita no país.
Para o Brasil, o primeiro representaria a manutenção de um aliado importante em meio à onda conservadora na América do Sul. Já o segundo poderia ser um obstáculo aos planos do governo Lula (PT) relacionados a amazônia, combate ao crime na fronteira e integração regional.
Diferentemente do que ocorreu em seus mandatos anteriores, a atual passagem do petista pelo Palácio do Planalto não é favorecida por uma onda rosa, como ficou conhecido o fenômeno de ascensão de governos de esquerda na América Latina nos anos 2000.
Após as vitórias de Rodrigo Paz na Bolívia, em outubro, e José Antonio Kast no Chile, em dezembro, a Colômbia era o principal aliado do Brasil na região. Além de Petro, há políticos de esquerda no Suriname e na Guiana, países pouco relevantes na política externa do Brasil; na Venezuela, que enfrenta seus próprios problemas internos após anos de ditadura e, mais recentemente, de uma intervenção americana; e Uruguai.












