Netanyahu diz que captura de Beaufort representa uma 'mudança dramática' na campanha militar; operações avançam apesar de negociações mediadas pelos EUA Uma bandeira israelense tremula sobre o castelo medieval de Beaufort, conhecido localmente como Qalaat al-Shaqif ou Shaqif Arnoun, visto da área de Marjayoun, no sul do Líbano, em 31 de maio de 2026 — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 31/05/2026 - 09:10 Israel Captura Fortaleza de Beaufort em Avanço Contra Hezbollah Israel capturou a fortaleza medieval de Beaufort no sul do Líbano, marcando um avanço significativo em sua ofensiva contra o Hezbollah. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu a captura como uma "mudança dramática" na campanha militar. A operação ocorre em meio a tensões regionais e negociações mediadas pelos EUA, enquanto o Hezbollah continua a lançar foguetes contra Israel. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Exército israelense anunciou neste domingo a tomada da fortaleza medieval de Beaufort, em mais um avanço de sua ofensiva terrestre no sul do Líbano, onde Israel afirma querer "esmagar" o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã. As forças israelenses também ordenaram que a população evacuasse uma ampla área do sul do país, entre a fronteira israelense e o rio Zahrani, localizado cerca de 40 quilômetros mais ao norte. Desde o início da guerra, em 2 de março, mais de 3.371 pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades libanesas. Por sua vez, o Exército israelense anunciou neste domingo a morte de um soldado, atingido no dia anterior por um drone explosivo do Hezbollah. Com isso, sobe para 25 o número de israelenses mortos em operações no Líbano. O avanço israelense ocorre paralelamente às negociações entre Estados Unidos e Irã para tentar encerrar os conflitos no Oriente Médio. O governo iraniano defende que um cessar-fogo no Líbano faça parte de um acordo mais amplo para a região. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou a tomada da fortaleza de Beaufort e divulgou fotografias como prova do avanço, classificando a ação como mais uma etapa da progressão terrestre israelense em direção à região de Nabatieh. "Quarenta e quatro anos após a heroica batalha de Beaufort, e neste dia em que homenageamos os soldados mortos na Primeira Guerra do Líbano (1982), nossas tropas retornaram ao topo de Beaufort e hastearam novamente a bandeira de Israel", declarou em uma publicação na rede X. Imagens da AFP mostravam neste domingo a bandeira israelense tremulando sobre a fortaleza, cercada por fumaça. O monumento está situado em uma elevação rochosa com vista privilegiada sobre o sul do Líbano e parte do norte de Israel. O local possui importância estratégica e simbólica, já que serviu como base das forças israelenses durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, encerradas em 2000. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que a captura de Beaufort representa uma "mudança dramática" na campanha militar de Israel contra o Hezbollah. — Hoje retornamos a Beaufort de uma maneira diferente. Voltamos unidos, determinados e mais fortes do que nunca — declarou em um vídeo divulgado por seu gabinete. Segundo o premier, a tomada da fortaleza marca uma nova fase da estratégia israelense. — A captura de Beaufort é uma etapa dramática e uma mudança dramática na política que estamos conduzindo. Quebramos a barreira do medo. Estamos tomando a iniciativa e atuando em todas as frentes: na Síria, em Gaza e no Líbano — afirmou. "Esmagar" o Hezbollah A cidadela recebeu em 2024 proteção reforçada da UNESCO. Na sexta-feira, o ministro da Cultura do Líbano, Ghasan Salamé, manifestou preocupação com o "grave perigo" que a ofensiva israelense representa para o patrimônio histórico. Também na sexta-feira, Netanyahu afirmou que as tropas haviam cruzado o rio Litani, localizado cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira. Neste domingo, o Exército informou que ampliou suas operações contra alvos do Hezbollah para áreas ao norte do rio. "Estamos todos determinados a esmagar o poder do Hezbollah e cumprir nossa missão: garantir a segurança dos habitantes do norte de Israel", escreveu Katz. O Hezbollah anunciou no sábado novos lançamentos de foguetes contra o norte de Israel e afirmou que está combatendo para impedir o avanço das tropas israelenses, especialmente na região de Nabatieh. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denunciou no sábado o que chamou de "política de terra arrasada e punição coletiva" promovida por Israel, argumentando que ela não trará segurança nem estabilidade. Apesar disso, Salam defendeu a continuidade das negociações diretas com Israel, iniciadas em abril para tentar resolver o conflito e rejeitadas pelo Hezbollah. Segundo ele, esse é "o caminho menos custoso" para o Líbano. Uma nova rodada de conversas entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas, está prevista para os dias 2 e 3 de junho em Washington. Na sexta-feira, representantes militares dos dois países se reuniram no Pentágono, mas o governo libanês não conseguiu obter um cessar-fogo efetivo, já que a trégua teoricamente em vigor desde 17 de abril continua sendo violada.
Israel toma fortaleza estratégica no sul do Líbano e amplia ofensiva contra o Hezbollah
Netanyahu diz que captura de Beaufort representa uma 'mudança dramática' na campanha militar; operações avançam apesar de negociações mediadas pelos EUA











