As tropas israelitas assumiram o controlo do Castelo de Beaufort, com cerca de 900 anos, e do seu cume estratégico no sul do Líbano, anunciou o exército este domingo, o que representa um avanço significativo contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão, apesar do cessar-fogo em vigor.A ofensiva acontece após um dos dias com maior intensidade de fogo do Hezbollah em direcção ao norte de Israel desde o cessar-fogo de Abril, que levou ao encerramento de escolas e à imposição de restrições.Segundo os militares israelitas, a operação teve como objectivo estabelecer o controlo sobre o cume de Beaufort e a zona de Wadi al-Saluki, ao mesmo tempo que procurava enfraquecer a milícia Hezbollah e as suas infra-estruturas na zona, que alegadamente foram estabelecidas sob orientação iraniana. Um soldado israelita foi morto, segundo o exército.Não houve comentários imediatos por parte do Líbano nem do Hezbollah. O controlo do castelo medieval e do cume aprofunda a presença de Israel no Líbano, numa altura em que a frente militar entre Israel e o Hezbollah continua activa, mesmo com a manutenção de um cessar-fogo paralelo mais amplo envolvendo o Irão.O Hezbollah entrou na guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão ao lançar rockets e drones contra Israel a 2 de Março, poucos dias após o início do conflito com o Irão. Israel passou então a tentar afastar a milícia apoiada por Teerão da sua fronteira norte.O avanço até ao Castelo de Beaufort dá às tropas israelitas um ponto de observação privilegiado sobre grande parte do sul do Líbano e do norte de Israel, uma área a partir da qual foram lançados ataques contra zonas residenciais israelitas.O Hezbollah realizou “numerosos ataques” a partir do local, afirmou o exército, acrescentando que as suas tropas estavam a actuar contra infra-estruturas de onde “centenas de projécteis foram disparados centenas contra civis israelitas e soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF)”.As tropas israelitas estarão também a operar nas proximidades de Nabatieh, um importante bastião do Hezbollah no sul do Líbano, acrescentou o exército.