Primeira mulher brasileira a ocupar a presidência da Casa Gallo no Brasil, Cristiane Souza, 51, navegou na repaginação da marca e na crise da safra da azeitona em 2024, que fez disparar o preço do azeite.
No comando de uma operação centenária no país (iniciada em 1919), a Gallo tem agora a meta de crescer 100% no setor em que já é líder de mercado. Um dos pilares da estratégia é fazer o consumidor incorporar o azeite na culinária, não apenas na finalização de pratos. A empresa também mudou as embalagens e coloca no mercado produtos premium, como o Rossio de Abrantes.
A Casa Gallo tem meta de dobrar a operação brasileira, que já representa 60% do faturamento global da empresa. Isso é uma meta ambiciosa, mas não é também arriscada? A gente tem uma oportunidade imensa de fazer esse volume [de vendas] dobrar. Existe um caminho enorme para abraçar o mercado de gorduras no Brasil. A gente tem produto para continuar endereçando essa questão. Mas temos o dever, como marca líder, de fazer a consumidora entender o azeite e a substituição do óleo. Nós temos mais de um terço do market share.
O que significa isso? O futuro da categoria está em colocar o uso diário [do azeite] na culinária pelo uso saudável. Quem utiliza na culinária todos os dias usa dez vezes mais azeite. É uma tendência de saudabilidade.













