Morreu, na sexta-feira, um dos maiores pensadores do século 20, o francês Edgar Morin, que se tornou mundialmente famoso como filósofo, sociólogo e autor de cerca de 70 livros. Ao longo da madrugada, conforme amanhecia na França e a notícia se espalhava pelos principais veículos do país, Morin foi celebrado por importantes autoridades, a começar pelo presidente Emmanuel Macron.
"Soldado da Resistência, militante e libertado, escritor e pensador do século, defensor da natureza e dos povos, Edgar Morin era o humanismo em pessoa", escreveu o governante nas redes sociais, junto de uma foto com o pensador. "Com sua benevolência, sua curiosidade, ele não parava de nos iluminar. Pensamento complexo, vida fecunda, espírito universal. Dirijo aos seus entes queridos as condolências da nação." A ministra da Cultura, Catherine Pégard, por sua vez, descreveu Morin como um "combatente incansável da liberdade".
O ex-presidente francês François Hollande também afirmou que Morin o iluminou ao longo do século passado. "Buscou durante toda a sua vida para onde ia a humanidade, fornecendo-lhe as chaves para a compreensão de sua evolução. Ele construiu suas reflexões ao tomar emprestado de todas as disciplinas científicas", escreveu.











