Focada no mercado de Minha Casa, Minha Vida, a Sindona Incorporadora passa por um redesenho de suas funções, atuando principalmente como uma destravadora de projetos e operando em conjunto com construtoras que não conseguem avançar com suas obras por questões técnicas ou burocráticas.

CEO da companhia, Bruno Sindona ressalta em seu discurso o DNA da empresa, que surgiu da necessidade de assumir uma obra interrompida em um terreno arrendado por sua avó, em Osasco (SP), após a construtora responsável falir no meio do processo.

Recentemente, assumiu a presidência do Instituto Cidades, que atua em Brasília como um mediador de interesses do mercado e discute o desenvolvimento sustentável do país. Ao lado do empresário Paulo Humberg, criador de empresas como o Shoptime e a KeyCapital, também passou a estruturar fundos de investimento imobiliário para recuperar ativos abandonados nos grandes centros urbanos, além de disputar PPPs de retrofit em Recife.

A expansão das regras do Minha Casa, Minha Vida, com a inclusão de pessoas com renda até R$ 13 mil, foi boa ou o programa perdeu a proposta inicial de atender as classes mais populares?

Perdeu um pouco, mas era necessário. Não tem crédito para classe média, essa é a verdade. O uso do Fundo de Garantia no Minha Casa, Minha Vida será importante neste momento, mas acredito também que assim que os juros vierem para patamar aceitável, a gente consegue voltar a destinar mais recursos para onde precisa, porque o mercado financeiro consegue abraçar a classe média com juros aceitáveis.