O italiano Sandro Veronesi degusta um café americano no restaurante do hotel em que foi hospedado em São Paulo, perto do aeroporto de Congonhas. Diz que o sabor é bem melhor do que esperava. "É difícil encontrar um bom café fora da Itália. Acho em Portugal, um ou outro país da Europa. E encontrei no Brasil."
Gostou tanto da experiência brasileira que quis voltar menos de um ano depois de sua primeira visita ao país, na Festa Literária Internacional de Paraty de julho passado. Conheceu Brasília e agora vem a São Paulo, aonde chega como um dos principais convidados internacionais da Feira do Livro, que acontece na praça Charles Miller deste sábado, dia 30, até o próximo domingo, 7 de junho.
O escritor vem reapresentar aos leitores seu livro mais célebre, o premiado "Caos Calmo", que já tinha saído pela Rocco em 2007, pouco depois do lançamento, com uma recepção algo silenciosa.
A nova edição pela Autêntica Contemporânea, com tradução de Karina Jannini, já pega Veronesi como um escritor bastante popular —seu romance "O Colibri", de 2020, foi um sucesso inesperado de boca a boca e, junto com o livro seguinte, "Setembro Negro", já vendeu mais de 60 mil exemplares.
É o autor mais vendido do selo da Autêntica, que decidiu bancar com a Embaixada da Itália e o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo a vinda de sua estrela para uma segunda turnê tão próxima da anterior, que só passou pelo Rio de Janeiro. A aposta em "Caos Calmo" é alta —foram impressas 5.000 cópias da nova edição, já totalmente distribuídas a livrarias, e mais uma leva do mesmo tamanho está em produção.











