Evento que ocorre em frente ao Estádio do Pacaembu vai receber mais de uma centena de convidados em nove dias de programação gratuita O escritor italiano Sandro Veronesi na Feria do Livro, em São Paulo — Foto: Camila Almeida O italiano Sandro Veronesi foi o campeão de vendas do primeiro fim de semana da Feira do Livro, que até domingo (7) ocupa a Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo. “Caos calmo”, livro que o escritor veio lançar no país, foi o mais vendido do estande da Livraria Travessa, a loja oficial da festa literária. O romance é narrado por Pietro Paladini, executivo de uma emissora de TV paga que perde a mulher e, desnorteado pelo luto, passa os dias parado do lado de fora da escola da filha. Veronesi participou do evento no último sábado (30) e também é autor do terceiro livro mais vendido: o best-seller o “O colibri”, publicado no Brasil em 2024. O segundo lugar ficou com “O voo da locomotiva”, o novo romance de Frei Betto, que narra a jornada de uma moça de origem humilde que paga um alto preço por sua resistência à ditadura militar brasileira. Autor de mais de 70 títulos, Frei Betto se apresentou na Feira do Livro Neste no domingo (31). Completam o ranking autores como a colombiana Pilar Quintana, um dos nomes mais destacados da literatura latino-americana contemporânea e autora de “Noite negra”; Natalia Timerman, que está lançando “Antes que apague”, romance no qual o Alzheimer da mãe obriga a narradora a viver um luto antecipado; e Gregorio Duvivier, cuja peça “O céu da língua” inspirou o livro “Aos pés da letra”. Duvivier estará na Feira do Livro na quarta-feira (3): além de apresentar uma versão pocket de seu espetáculo, o ator vai gravar ao vivo um episódio especial do podcast “Calma urgente!”. A quinta edição da Feira do Livro vai receber mais de uma centena de autores em nove dias de programação gratuita. Até domingo, passarão pelo evento nomes como o americano Charles Duhigg, autor de “O poder do hábito”, o italiano Stefano Mancuso, pesquisador que se tornou célebre por defender a inteligência das plantas, e a imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Machado. A programação oficial se divide entre o Palco da Praça, o Auditório Armando Nogueira (no interior do estádio) e o espaço Rebentos (para ao público infantil). Há também uma programação paralela nos Tablados Literários (três palcos espalhados pela praça). Os estandes de mais de 160 expositores (editoras e livrarias) ocupam uma área de 15 mil metros quadrados em frente ao Pacaembu. Confira as obras mais vendidas na Feira do Livro: “Caos calmo” (trad. Karina Jannini, Autêntica Contemporânea, 2026), de Sandro Veronesi.“O voo da locomotiva” (Rocco, 2026), de Frei Betto.“O colibri” (trad. Karina Jannini, Autêntica Contemporânea, 2024), de Sandro Veronesi.“Noite negra” (trad. Elisa Menezes, Companhia das Letras, 2026), de Pilar Quintana.“Batida só” (Todavia, 2025), de Giovana Madalosso.“Antes que apague” (Companhia das Letras, 2026), de Natalia Timerman.“Aos pés da letra” (Companhia das Letras, 2026), de Gregorio Duvivier.“Hipocritões e olhigarcas: passado e futuro das guerras culturais” (Tinta-da-China Brasil, 2026), de Rui Tavares.“O corpo encantado das ruas” (Civilização Brasileira, 2019), de Luiz Antonio Simas.“Bênçãos” (trad. Petê Rissatti, Tusquets, 2025), de Chukwuebuka Ibeh.