Em decisão incomum, a juíza federal responsável pelo processo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, moveu contra a Receita Federal americana reabriu o caso nesta sexta-feira (29), citando a possibilidade de que o tribunal "tenha sido vítima de uma fraude".

A juíza Kathleen Williams, da Flórida, reverteu a própria decisão de arquivar o processo movido por Trump enquanto pessoa física contra o fisco, órgão sob controle do governo federal —o presidente exigia indenização de US$ 10 bilhões por um vazamento de dados pessoais em 2019.

Williams fez isso porque, no último dia 18, as partes anunciaram que haviam chegado a um acordo, com os advogados do republicano retirando a queixa em seguida. Esse acordo levou à criação do fundo "antiaparelhamento" de US$ 1,8 bilhão de Trump.

O documento também continha uma cláusula proibindo para sempre a Receita Federal de buscar impostos devidos pelo republicano, o que significa que ele não precisaria responder a acusações de sonegação —especialistas estimam que Trump deva US$ 100 milhões à Receita Federal.

Agora, atendendo a um pedido de um grupo de juízes aposentados que não eram parte do processo, Williams ordenou que os advogados de Trump expliquem se houve "conluio" entre as partes para que o caso fosse arquivado.