PUBLICIDADE Medida barra, ao menos até junho, programa de US$ 1,8 bilhão criado para indenizar apoiadores do presidente americano que afirmam ter sido alvo de 'perseguição política' WASHINGTON, DC - APRIL 18: U.S. President Donald Trump reacts as he speaks in the Oval Office before signing an Executive Order April 18, 2026 in Washington, DC. The executive order directs the Food and Drug Administration to issue new guidance on the use of psychedelic drugs intended for clinical trials for U.S. veterans suffering from Post Traumatic Stress Disorder — Foto: Tasos Katopodis/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 12:45 Juíza dos EUA Bloqueia Fundo de US$ 1,8 Bi de Trump por Motivos Legais Uma juíza federal dos EUA bloqueou temporariamente um fundo de US$ 1,8 bilhão criado por Trump para indenizar apoiadores políticos, alegando perseguição estatal. A decisão, emitida pela juíza Leonie M. Brinkema, impede o avanço do programa até junho. A medida enfrenta críticas e ações judiciais, questionando sua legalidade e intenção política. A decisão é vista como uma vitória para a transparência e o Estado de Direito. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma juíza federal dos Estados Unidos bloqueou temporariamente, nesta sexta-feira, o avanço de um fundo de US$ 1,776 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões) criado pelo presidente americano, Donald Trump. A ordem foi emitida pela juíza Leonie M. Brinkema, do Tribunal Distrital Federal do Distrito Leste da Virgínia, e proíbe a administração de criar o programa destinado a indenizar pessoas que, segundo o governo, teriam sido prejudicadas pelo Estado federal. A decisão impede a liberação de pagamentos ao menos até uma audiência marcada para junho, em uma ação que questiona a legalidade da iniciativa. O processo foi movido por um grupo de indivíduos e entidades que afirmam ter sido alvo de perseguições partidárias por parte do governo Trump, mas que dizem esperar ser excluídos do acesso aos recursos. A suspensão representa o primeiro obstáculo significativo — ainda que possivelmente temporário — aos esforços para compensar aliados políticos do presidente desde que os planos para o fundo foram formalizados neste mês. Pelo menos outras duas ações judiciais contra o programa já foram apresentadas em Washington e na Califórnia, enquanto diversos parlamentares, incluindo republicanos influentes, criticaram publicamente seus objetivos. Trump apresentou o fundo como uma forma de reparação para vítimas da “instrumentalização política e perseguição judicial” (“weaponization and lawfare”) durante governos democratas. Diversos aliados do presidente, incluindo participantes condenados pelos atos de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio, anunciaram planos de solicitar recursos do programa. O grupo responsável pela ação inclui um ex-promotor federal que afirma ter sido demitido por atuar nas investigações do ataque ao Capitólio e um professor da Califórnia preso durante um protesto contra uma operação de imigração. Nos documentos apresentados à Justiça, eles argumentam ter sido vítimas de perseguição política genuína — mas sob o governo Trump. Indicada pelo ex-presidente Bill Clinton, a juíza Brinkema afirmou que a decisão é necessária para preservar o cenário atual e “garantir que nenhum recurso seja distribuído de forma irreversível” antes da audiência inicial do caso, marcada para 12 de junho. Até lá, a ordem judicial proíbe “a transferência de dinheiro para o fundo; a análise de pedidos apresentados ao fundo; e a distribuição de quaisquer recursos do fundo”. Skye Perryman, presidente da organização jurídica Democracy Forward, que representa os autores da ação, classificou a decisão como “uma vitória para a transparência, o Estado de Direito e o povo americano”. “Nenhum governo tem autoridade para gastar dinheiro público por meio de um programa de recompensas políticas que nunca foi autorizado pelo Congresso”, afirmou em nota.