Duas condições necessárias para que o Brasil tenha chance de crescer mais rápido e oferecer uma vida mais próspera à população são o aumento da produtividade e o ajuste das contas públicas. Sem isso, vamos continuar investindo e produzindo pouco, pagando juros altos e tendo salários medíocres.

Na agenda política da semana, triunfou a PEC da redução da jornada, que vai na direção contrária, prejudicando a produtividade e as contas públicas.

A medida principal —limitação da jornada a 40 horas e duas folgas semanais obrigatórias— desmonta acordos eficientes para atividades que requerem turnos específicos e empurra trabalhadores de menor renda e seus empregadores para a informalidade.

Ao se tornarem informais, empresas e trabalhadores passam a ser menos produtivos.

Os detalhes da redação são assustadores. Há um cândido dispositivo que estabelece que a nova jornada será implementada sem redução de salários. Isso faz lembrar a velha piada do prefeito que tentou revogar a lei da gravidade, mas não conseguiu por tratar-se de lei federal. A PEC tenta revogar a lei da demanda e da oferta.