“Se alguém tocar à vossa porta, vos chamar fascistas e depois vos pedir dinheiro, talvez vocês não lhe dêem dinheiro. Vamos fazer exactamente o mesmo”, reafirmou esta sexta-feira, Maxime Saada, o presidente do conselho de administração do grupo Canal+, o grande financiador privado do cinema francês. Mas defendeu-se quanto à ideia da existência de “uma lista negra” ou de ir perseguir signatários da carta aberta Zapper Bolloré.Foi durante a assembleia geral do grupo Canal +, em resposta às questões de um accionista, que Maxime Saada reafirmou e explicou melhor as declarações que tinha feito a 17 de Maio num brunch de produtores do Festival de Cinema de Cannes de que iria dar indicações para que o Canal + não apoiasse financeiramente quem tivesse apoiado o movimento Zapper Bolloré.
As suas declarações em Cannes vinham no seguimento da publicação de uma carta aberta no jornal Libération, no dia da abertura da última edição do Festival de Cinema de Cannes, assinada por 600 profissionais de cinema que apoiavam este movimento e alertavam para o domínio do magnata francês de extrema-direita Vincent Bolloré na produção, da distribuição e da exibição em França através da rede Canal + e da produtora StudioCanal.Esta sexta-feira, perante os accionistas, Maxime Saada agradeceu à “imensa maioria” de profissionais do cinema francês que não assinaram a carta aberta Zapper Bolloré, referindo que num sector composto por 250 mil profissionais a carta foi assinada apenas por 1 a 2% dos que trabalham no sector. “Isto porque 99% dos profissionais do cinema não se identificaram com aquela petição que atacava a Canal+. Não era aquele o Canal+ que eles conheciam”, afirmou o presidente do Canal+ nesta sexta-feira.









