Os mais de 600 profissionais de cinema francês, organizados em torno do colectivo Zapper Bolloré, que denunciaram o controlo do Canal+ e da sua produtora StudioCanal, a maior da Europa, sobre a produção, a distribuição e a exibição cinematográfica no seu país, em oposição à linha “fascista” do milionário Vincent Bolloré, proprietário deste poderoso conglomerado, estão agora na lista negra daquelas duas poderosas empresas do sector.O presidente executivo da rede Canal+, Maxime Saada, anunciou que não voltará a trabalhar com os signatários de uma carta aberta publicada na passada terça-feira, dia de abertura do Festival de Cinema de Cannes, e que incluem nomes como Juliette Binoche, Raymond Depardon, Sepideh Farsi ou Arthur Harari. O documento contesta a crescente dependência financeira do meio cinematográfico francês face à expansão do império de Vincent Bolloré.Em mais um desenvolvimento do levantamento em curso do mundo cultural francês contra o poderio de Bolloré, a carta dos profissionais do cinema foi vista como “uma injustiça para as equipas (...) que estão empenhadas em defender a independência do Canal+ e a plena diversidade das suas opções”, nas palavras de Maxime Saada. “Não trabalharei mais com as pessoas que assinaram essa petição e não quero que o Canal+ trabalhe mais com elas”, afirmou no domingo durante um brunch de produtores em Cannes.
Canal+ põe na lista negra profissionais de cinema que se manifestaram contra Vincent Bolloré
Maior produtora europeia rejeita trabalhar com subscritores do manifesto contra o seu proprietário, o magnata ultraconservador Vincent Bolloré. Juliette Binoche e Raymond Depardon entre os visados.










