A Binance, maior plataforma de criptoativos do país, entrou para o quadro de associados da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) e passará a integrar o conselho da entidade, colocando fim a uma antiga divisão que havia no setor cripto, de antes do marco regulatório do setor no final de 2022. O movimento ocorre em um momento de avanço das discussões regulatórias sobre o mercado de ativos virtuais no Brasil, que incluem regras para prestadores de serviços, stablecoins, governança e práticas de compliance. Para Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, a entrada da plataforma no conselho da ABCripto permitira uma atuação ainda mais ativa do setor como um todo na formulação de regras e na formação da chamada criptoeconomia no país. “O compromisso da Binance no Brasil é claro. "Queremos construir algo duradouro, que atenda as demandas de nossos usuários locais. Com conformidade, inovação responsável e governança, e essa associação é mais um passo nesse sentido", disse Sarandy ao Valor. O executivo lembra que a Binance tem mais de 310 milhões de usuários e mais de 20 licenças regulatórias ao redor do mundo. "Com um um time de compliance robusto local e globalmente, a Binance tem muito a contribuir”, disse. Segundo nota da ABcripto, a entrada da Binance amplia a participação de empresas globais nas discussões institucionais do setor no país. A associação afirma que sua governança é multissetorial e colegiada, com representantes de diferentes segmentos do ecossistema de ativos virtuais. “O mercado brasileiro de ativos virtuais amadureceu significativamente nos últimos anos em termos de governança, compliance e diálogo regulatório. A entrada da Binance na ABcripto reflete esse novo momento institucional do setor e a construção conjunta de um ambiente mais seguro, competitivo e sustentável para a criptoeconomia no Brasil”, afirma Diego Perez, vice-presidente da ABcripto. A chegada da Binance à entidade também ocorre enquanto o Banco Central prepara a regulamentação dos prestadores de serviços de ativos virtuais, conhecidos como PSAVs, além de regras relacionadas a operações com stablecoins e à atuação de empresas do setor no país. A exchange afirma que a adesão à ABcripto faz parte de sua estratégia de ampliar a participação em discussões institucionais no Brasil. Entre os temas citados pela empresa estão governança, proteção ao consumidor, compliance, inovação responsável e desenvolvimento do mercado local. “ A associação e a participação no conselho nos permitem contribuir de forma direta e propositiva na formulação de padrões e no diálogo com reguladores e formuladores de políticas públicas. Queremos usar essa posição para elevar o nível do debate e ajudar a consolidar o Brasil como referência global em ativos virtuais”, afirma Sarandy.
Binance entra na ABcripto e passa a integrar conselho da associação
Movimento ocorre em um momento de avanço das discussões regulatórias sobre o mercado de ativos virtuais no Brasil















