Ondas de calor, alterações de humor e noites maldormidas costumam ser os sintomas mais lembrados da menopausa. Mas há um efeito menos visível — e frequentemente angustiante — que acompanha essa fase: a desaceleração metabólica. Durante a transição para essa fase da vida, ocorre redução progressiva da taxa metabólica basal, fenômeno associado principalmente à queda dos níveis de estrogênio e à perda de massa muscular.
Na menopausa, por exemplo, a mulher tem mais chances de desenvolver sarcopenia — perda progressiva e acelerada de massa, força e função muscular — devido a alterações hormonais, principalmente à diminuição do estrogênio. Como o músculo é metabolicamente mais ativo que o tecido adiposo, essa redução impacta diretamente o gasto calórico em repouso.
Além disso, dados do Study of Women’s Health Across the Nation (SWAN) apontam que a menopausa está associada a aumento significativo de gordura visceral, independentemente do envelhecimento cronológico. Esse tipo de gordura está relacionado a maior risco cardiovascular e alterações na sensibilidade à insulina, tornando o controle metabólico ainda mais estratégico nessa fase.
Para a nutricionista Mariane Alves, é fundamental entender que o ganho de peso na menopausa não é apenas consequência da idade. “Existe uma mudança hormonal importante que altera a forma como o corpo distribui gordura e utiliza energia. Ao mesmo tempo, há uma perda natural de massa muscular que reduz o metabolismo basal. Não é falta de disciplina, é fisiologia”, explica.











