Ondas de calor, insônia, alterações de humor e redução da libido estão entre os sintomas mais conhecidos da menopausa. Menos lembradas, porém, são as mudanças que ocorrem na pele durante essa fase. A queda dos níveis de estrogênio, característica do período de transição para o fim da fase reprodutiva da mulher, afeta diretamente a produção de colágeno, a hidratação e a elasticidade da cútis.
A menopausa é caracterizada pela interrupção definitiva da menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem ciclos menstruais. Geralmente, ocorre entre os 45 e os 55 anos. Estima-se que 17 milhões de brasileiras estejam nessa fase, segundo levantamento de 2025 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).O estrogênio desempenha um papel fundamental na saúde da pele. O hormônio atua sobre os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno e elastina, proteínas que garantem sustentação, firmeza e elasticidade aos tecidos. Quando seus níveis diminuem, aparece a flacidez, as rugas ficam mais evidentes, assim como ressecamento, perda de luminosidade, maior sensibilidade e cicatrização mais lenta.
"Alguns estudos mostram que pode haver uma perda de cerca de 30% do colágeno da pele nos primeiros cinco anos após a menopausa, além de uma redução progressiva da espessura dérmica ao longo dos anos, provocada naturalmente pelo envelhecimento", explica a dermatologista Isadora Rosan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.







