Lula não irá participar pois cumpre agendas no Sergipe nesta sexta-feira A ministra Míriam Belchior (Casa Civil) e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento) — Foto: Washington Costa/MF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 11:05 Ministros de Lula discutem reação à classificação do PCC e CV pelos EUA Ministros do governo Lula se reúnem no Palácio do Planalto para discutir a reação à decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas. Lula está em Sergipe e não participa. A reunião envolve ministros-chave e visa calibrar a resposta, evitando parecer que o governo defende criminosos, em meio à aproximação diplomática entre os países. Lula reforça a defesa da soberania nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva irão se reunir nesta sexta-feira no Palácio do Planalto para uma reunião que definirá a linha de reação do governo anúncio de que os Estados Unidos decidiram classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A reunião está marcada para o meio-dia. Irão se reunir no Palácio do Planalto, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, Fazenda, Dario Durigan, Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. O presidente Lula não irá participar pois cumpre agendas no Sergipe nesta sexta-feira. Apesar de não ter definido os detalhes da reação, Lula pretende exaltar a defesa da soberania nacional ao tratar do tema. O Palácio do Planalto, contudo, calibra a reação à decisão dos EUA. A principal preocupação do entorno do presidente é que a resposta do governo passe a imagem de que a gestão petista defende bandidos, no momento em que Lula tem endurecido o discurso contra o crime organizado. Em meio a aproximação diplomática dos dois países, o governo brasileiro foi pego de surpresa pelo anúncio do Departamento de Estado Americano ocorrer na noite de quinta-feira, nem nenhum aviso prévio, e avalia o tom para uma manifestação e reação. O governo Lula vinha trabalhando contra essa classificação e tentava convencer os Estados Unidos a ampliar a cooperação policial e de inteligência no combate ao crime organizado transnacional. O primeiro a falar sobre o tema foi o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, que afirmou que a "cooperação internacional é bem-vinda, mas pretexto para intervenção é inaceitável".