Ministro diz que governo foi surpreendido por decisão e que contato não seria justificado neste momento Lula e Trump durante encontro na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 11:01 EUA classificam PCC e CV como terroristas: Brasil analisa impacto econômico e diplomático O governo brasileiro, liderado por Lula, foi pego de surpresa pela decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas. Auxiliares descartam um diálogo imediato entre Lula e Trump, preferindo cautela para evitar sanções. Ministros estão analisando a situação, enquanto o Itamaraty conduz negociações. A decisão americana levanta preocupações econômicas e sobre o uso do Pix, que pode ser visto como facilitador de crimes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartam, neste momento, uma conversa direta entre o petista e o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, após a decisão do país americano em classificar PCC e CV como organizações terroristas. Um ministro argumenta que Lula e Trump estiveram juntos há um mês, e que o governo brasileiro foi pego de surpresa pela decisão. Numa avaliação inicial, não justificaria, por ora, que o presidente buscasse o homólogo americano para conversar. De acordo com aliados de Lula, é preciso cautela nos próximos passos, para evitar que o conflito escale e resulte em novas sanções do governo americano, a exemplo das tarifas sobre os produtos brasileiros. A situação será avaliada de perto e um contato mais adiante entre as duas autoridades pode ser considerado, dizem aliados. O presidente solicitou, na semana passada, levantamentos a ministros de pastas estratégicas para subsidiar as próximas ações, entre eles Dario Durigan (Fazenda) e Wellington César Lima e Silva (Ministério da Justiça e Segurança Pública). Um interlocutor do chefe do Executivo diz que as negociações devem ser conduzidas, principalmente, pelo Itamaraty. Durigan afirmou nesta segunda-feira que deve entrar em contato com autoridades dos EUA ainda nesta semana para esclarecer essa decisão. — Nós não vamos deixar de fazer esforços, essa semana eu devo entrar em contato com as autoridades dos Estados Unidos para esclarecer o que está acontecendo. O presidente Lula foi o primeiro a dizer que precisamos aumentar o combate deste tipo de organização criminosa, agora a gente vai colocar isso em risco agora? A troco de quê? — afirmou o ministro da Fazenda em entrevista à rádio CBN. A decisão do governo americano foi anunciada na semana passada, dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições, ter se reunido com Trump. O governo brasileiro teme os impactos dessa decisão para a economia brasileira, sobretudo no setor do agronegócio, e na própria soberania brasileira. Neste contexto, também entra a preocupação com o Pix, já que a ferramenta tem sido alvo de questionamentos por americanos. O receio é relacionado a uma possível alegação por parte de autoridades americanas de que esse tipo de transação facilita a circulação de dinheiro do crime organizado, o que poderia servir de argumento para eventuais sanções a bancos e demais instituições financeiras por onde transitam recursos via Pix.