Integrantes do governo federal se reuniram na tarde desta sexta-feira (29), no Palácio do Planalto, para discutir os desdobramentos da decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O objetivo foi avaliar medidas para mitigar os efeitos da ação do Departamento de Estado dos EUA de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida passa a valer em 5 de junho. O Valor apurou que participaram da reunião integrantes do Palácio do Planalto, da Casa Civil, do Ministério de Relações Exteriores (MRE), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A decisão do governo norte-americano foi anunciada dois dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. Após o encontro, o parlamentar afirmou ter defendido junto ao governo americano a classificação das facções como organizações terroristas estrangeiras. Em nota publicada mais cedo, o Planalto chamou de “deplorável” o fato de que “integrantes da família Bolsonaro” tenham ido aos Estados Unidos defender “intervenção estrangeira no Brasil”. Também destacou que a segurança pública é “importante demais” para ser “manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos”. — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil